Ep. 970 — EP.10 - Saúde da mulher, ciclo menstrual e corrida, com Mariana Barroso
Falar sobre saúde da mulher é essencial em qualquer contexto, mas especialmente quando o assunto é esporte. Entender o próprio corpo, respeitar o ciclo menstrual, saber como cada fase impacta nos treinos — tudo isso é fundamental para quem quer correr com qualidade e bem-estar. Para falar desse tema com a gente hoje, recebemos a Mariana Barroso (@mnbarroso), corredora e ginecologista. Inscreva-se no canal @stemmasports no youtube, e siga o Girls Who Run no Spotify e no Instagram! Hosts: Mari Real @ma.rianareal e Marcella Fanti @chefanti Patrocinio: @luposportoficial - GIRLSWHORUN10 para adquirir a meia do corredor e outros produtos com desconto (link: https://www.lsport.com.br/espaco-corredor?utm_source=pod-girls-who-run ) Estúdio: @estudioh.br Produção: @stemmasports #girlswhorun #podcastdecorrida #stemmatv #corridafeminina #runningera #luporun #corredoras #maratona Edição:Gabriel Barbosa
Resumo
O episódio reúne Mariana Real e Marcela Fant no Girls Run para uma conversa profunda com Mariana Barroso, médica ginecologista-obstetra e corredora, sobre como saúde feminina e corrida se cruzam na prática. A convidada conta sua trajetória pessoal: saiu de Porto Velho, morou em diferentes estados, construiu carreira em São Paulo e ainda mantém uma forte atuação voluntária. Na corrida, ela começa por estética e emagrecimento, mas vai transformando a prática em autocuidado, disciplina e, depois, performance em longas distâncias. Ao longo do papo, fica claro que a corrida vira também uma ferramenta de saúde mental e de construção de comunidade, especialmente para rotinas exigentes como a medicina. A história esportiva da convidada mostra como o “treinar com planilha” muda o jogo: ela deixa a
Destaques
- A evolução na corrida costuma destravar com estrutura (assessoria/planilha), e isso pode transformar um esporte iniciado por estética em um projeto de performance e autocuidado.
- Ciclo menstrual impacta treino e bem-estar, mas de forma individual; mapear o ciclo e conversar com treinador permite ajustar intensidade e reduzir frustração, especialmente na TPM.
- Anticoncepcionais que bloqueiam eixo geram sangramento de privação e tendem a reduzir variações hormonais do ciclo; DIU hormonal pode manter ovulação e sintomas cíclicos mesmo sem sangrar.
- Amenorreia em quem não usa método hormonal não é ‘normal’ nem ‘cool’: é sinal de baixa disponibilidade energética/alteração hormonal e pode afetar fertilidade e saúde óssea (risco de osteoporose).
- O retorno do culto à magreza extrema e o uso indiscriminado de medicamentos/‘atalhos’ (fórmulas manipuladas, oxandrolona, gestrinona/chip da beleza, soroterapia) elevam riscos e frequentemente carecem de evidência e segurança padronizada.
- Incontinência urinária em corrida/crossfit não deve ser normalizada; fortalecimento geral (musculação) e fisioterapia pélvica ajudam tanto em fraqueza quanto em disfunções por excesso de contração.
Tópicos: Saúde da mulher e corrida, Ciclo menstrual, TPM e performance esportiva, Anticoncepcionais, DIU e sangramento de privação, Amenorreia, baixa disponibilidade energética e riscos para fertilidade/ossos, Assoalho pélvico, incontinência urinária e fisioterapia pélvica, Riscos de atalhos estéticos: chip da beleza, oxandrolona e soroterapia
Citações
- “Eu comecei ali como Mariana corredora para emagrecer, comecei a correr por estética, juro.” — Mariana Barroso
- “Não é saudável. Não é saudável, gente. Não é saudável. É um alerta do seu corpo dizendo que tem alguma coisa que não tá indo muito bem.” — Mariana Barroso
- “Então você tá gastando dinheiro para fazer um xixi caro.” — Mariana Barroso
- “E não é normal, tá gente?” — Mariana Barroso