Ep. 965 — EP.11 - Jornalista, Narrador da ESPN e Ciclista - Renan do Couto - Na Roda do Stemma
Hoje o Na Roda do stemma recebe uma voz que, para quem acompanha ciclismo pela TV, já é sinônimo de emoção, técnica e conhecimento! Ele é jornalista, narrador da ESPN não só de ciclismo, mas, de outros esportes como automobilismo e tem sido um dos grandes responsáveis por aproximar o ciclismo — especialmente o de estrada — do público brasileiro! Com seu estilo claro e apaixonado, ele nos guia por etapas longas, subidas épicas e chegadas muitas vezes dramáticas, traduzindo para o público desde os termos técnicos até os momentos mais emocionantes. É ele, @renandocouto, Muito bem-vindo! Já aproveita e se inscreve no nosso canal do stemma no YouTube e siga no Spotify na roda do stemma (Links na Bio!)! Host: @giselegasparotto Edição: @acqua_xtreme Artes: @pedroc.jr Gravação: @estudioh.br #stemma #stemmasports #narodadostemma #ciclismo #bike #ciclista #giselegasparotto
Resumo
O episódio recebe Renan do Couto, jornalista e narrador da ESPN, conhecido por aproximar o ciclismo de estrada do público brasileiro com uma narração técnica, emotiva e cheia de histórias. Ele conta que decidiu muito cedo que seria jornalista esportivo e narrador, estudou jornalismo na Casper Líbero e entrou na ESPN em 2015 narrando NFL. A partir de oportunidades internas e da necessidade de escala, o ciclismo entrou no seu radar, e aos poucos virou uma das suas principais marcas profissionais. Ao longo da conversa, fica claro como a combinação entre preparação, curiosidade e repertório sustenta uma transmissão que precisa ser informativa para iniciantes e, ao mesmo tempo, respeitada pelo público mais especializado. Renan detalha como começou a narrar ciclismo mesmo sem ter “mergulhado” i
Destaques
- Narrar ciclismo exige preparar repertório para preencher longos períodos sem ação e, ao mesmo tempo, ter agilidade para ler ataques, quebras e táticas em tempo real.
- A experiência prática do narrador na bike aprofunda a transmissão, mas Renan separa claramente vivência amadora do nível profissional dos atletas para evitar comparações indevidas.
- “Treinar o olho” é uma habilidade central na narração: alternar atenção entre a imagem ao vivo, estatísticas, start list, anotações, mensagens e referências de contexto sem perder o que importa.
- As histórias (de atletas, lugares, cultura e percurso) são a ponte para ampliar audiência além do nicho, sem afastar quem já acompanha diariamente.
- A transmissão funciona melhor como conversa: a química com o comentarista é parte do produto, e a coordenação acontece até por sinais e ‘deixas’ no estúdio.
- Direitos de transmissão explicam lacunas na programação: eventos são vendidos globalmente, contratos mudam, e o Giro migrou para outro grupo após acordos internacionais.
- O crescimento do ciclismo no Brasil depende de mais gente pedalando (mobilidade e lazer), infraestrutura pública e desenvolvimento de base com eventos acessíveis para crianças e jovens.
Tópicos: Bastidores e técnica de narração de ciclismo na TV, Construção de repertório: histórias de atletas, tática e geografia do Tour de France, Rotina do narrador e prática do ciclismo de estrada, Crescimento do ciclismo no Brasil: mobilidade, segurança e infraestrutura, Direitos de transmissão e estratégia de programação esportiva, Ciclismo feminino e presença de mulheres em transmissões
Citações
- “Não, a transmissão tem que ser uma conversa. Não faça a transmissão sozinho, tem que ter o comentarista junto.” — Renan do Couto
- “O o ciclismo ele é dos mais difíceis que tem. Talvez seja a transmissão mais difícil, porque você pega uma etapa plana, não tem ação para você narrar.” — Renan do Couto
- “Eu acho que ter mais gente pedalando em todos os sentidos é melhor.” — Renan do Couto
- “Deixando claro que eu não falo em nome da SPN, mas só para explicar para quem não não tá habituado como funciona televisão, evento esportivo em geral, qualquer evento, não só ciclismo, eh, futebol, NBA, Fórmula 1, tudo.” — Renan do Couto