Ep. 952 — Especial Tour de France Femmes - Ana Lídia Borba e Gisele Gasparotto
Neste episódio especial, apoiado pela Specialized Brasil, o assunto não poderia ser outro: Tour de France Femmes e o show que a mulherada está dando pelas estradas na maior competição de ciclismo do mundo. Ao lado de Ana Lidia Borba, ciclista e comentarista da ESPN, nós falamos sobre o desenvolvimento do ciclismo feminino e como o esporte está crescendo, contamos curiosidades do pelotão e dinâmicas de prova, falamos sobre as atletas destaque, diferenças entre as etapas e, é claro, que também teve papo sobre bikes e equipamentos. Vale à pena ouvir e acompanhar as últimas etapas do Tour de France Femmes ainda mais bem preparado! Edição: Gabriel Barbosa https://www.instagram.com/acqua_xtreme/ INSCREVA-SE NO CANAL! [Cupons e promoções em funcionamento até a publicação do video]
Resumo
O episódio especial do Fintech Makers entra no clima do Tour de France Femmes com Ana Lídia Borba e Gisele Gasparotto, focando menos em resultado de etapa e mais em como o ciclismo feminino evoluiu em estrutura, mídia e investimento. A conversa começa contextualizando as barreiras históricas de entrada para mulheres no esporte e como o Tour feminino foi surgindo em tentativas, apagamentos e recomeços. Ana Lídia reconstrói a linha do tempo do Tour: das primeiras versões (1955 e 1984-1989) ao marco do La Course (2014-2021) e, finalmente, ao Tour de France Femmes com organização da ASO a partir de 2022. O episódio ganha calor adicional por acontecer durante a competição e por celebrar a presença brasileira com a Tota Magalhães. Na segunda parte, elas enfrentam comparações comuns entre mascul
Destaques
- A história do Tour de France feminino passou por versões descontinuadas (1955; 1984-1989), um período de testes com o La Course (2014-2021) e só ganhou formato robusto e anual com a ASO a partir de 2022.
- Comparar masculino e feminino apenas por quilometragem e número de etapas ignora o principal: intensidade e dinâmica de pelotão; no feminino, a perseguição tende a começar cedo porque há menos tempo para “buscar” fugas.
- A diferença moderna em bikes não é “de gênero”, e sim de biotipo e ajuste: guidão mais estreito, pedivela adequado, selim correto e stack/reach bem escolhidos impactam mais do que uma ‘bike feminina’ genérica.
- Mudanças de setup por etapa no World Tour acontecem principalmente na relação (coroas e cassete) e, com menor frequência, em pequenos ajustes de posição; troca de perfil de roda no feminino é mais limitada por vento e pelo peso mínimo de 6,8 kg.
- O ciclo de inovação segue um padrão regulado: protótipo aprovado pela UCI, teste em treino e corrida (“made in racing”) e só depois chegada ao consumidor; em geral, o que os profissionais usam precisa estar disponível no mercado.
- O Tour opera como uma máquina logística: múltiplos carros por equipe, caminhões, protocolos de recuperação imediata, abastecimento programado e transfers diários longos, com dezenas de profissionais para um pequeno número de atletas.
Tópicos: Evolução histórica do Tour de France Femmes e profissionalização do ciclismo feminino, Diferenças de dinâmica e formato entre ciclismo masculino e feminino (etapas, intensidade e equipes), Tecnologia, bikefit e equipamentos (geometria, selim, guidão, pedivela, vestuário e capacetes), Bastidores e logística do World Tour (abastecimento, recuperação, carros, caminhões e transfers), Acesso do consumidor a equipamentos de alta performance e regras da UCI para protótipos
Citações
- “No feminino, se saiu a fuga, o pelotão começa a trabalhar logo depois, porque o tempo para buscar menor, né?” — Ana Lídia Borba
- “Eles começaram a entender, olha, então a diferença não é entre mulher e homem, tem muito mais a ver com região, tem muito mais a ver com perfil e próprio, né, com genética da pessoa, enfim, e não com gênero.” — Ana Lídia Borba
- “Cada atleta tinha cinco bikes, cada atleta da equipe, então a gente tá falando oito vezes em 40 bicicletas por equipe, 60 pares de rodas, eh, grupo, pneu, é um par de pneu por semana, no mínimo, fora os reservas.” — Ana Lídia Borba
- “O Tour de França é como se fosse um campeonato mundial de clubes de futebol.” — Ana Lídia Borba
- “É um pouquinho de corporativismo.” — Ana Lídia Borba