Ep. 614 — #02 - Tênis Chineses: o que falta para venderem mais no Brasil? | stemma China 🇨🇳
🎙️Ep. 2 - Tênis Chineses: o que falta para venderem mais no Brasil? | stemma China 🇨🇳 Trouxemos nesse episódio o sócio e fundador da @keeprunningbrasil, @igorgfsantos, para uma conversa franca sobre as dificuldades e real interesse das marcas de tênis chineses no mercado brasileiro. A frente de uma das maiores lojas especializadas em tênis de corrida do Brasil, Igor trouxe vários insights importantes de como ele enxerga as marcas chinesas e compartilhou as suas experiências trabalhando com elas. stemma China 🇨🇳 é um Programa Original do @stemmasports (link do Episódio na Bio) sigam @stemma.china hosts: @fabiobessaaa & @cjgueiros gravação: @studiostemma edição: @bieell_barbosa & @gui_favotto123 capa: @pedroc.jr #stemmachina #stemma #china
Resumo
Fábio B e Carlos Gueiros recebem Igor Santos, fundador e sócio da Keep Running, para discutir por que marcas chinesas de tênis ainda vendem pouco no Brasil apesar de produtos competitivos. O episódio mistura bastidores de varejo especializado em corrida, construção de marca e a dificuldade real de fazer o corredor confiar em algo novo quando o investimento é alto. A conversa também toca na “entrada atrapalhada” de algumas marcas orientais no Ocidente e no contraste com empresas chinesas que conseguiram construir marca global, como a BYD. Ao longo do papo, fica claro que a barreira não é só tecnologia de produto: é narrativa, foco e presença contínua no mercado. Igor conta a trajetória da Keep Running, que nasceu no e-commerce e foi empurrada pela própria natureza do nicho (tecnologia + ex
Destaques
- No varejo especializado em corrida, competir só por preço no online leva a virar “mais uma aba”; o físico permite relacionamento, experiência e transmissão de tecnologia do produto.
- Produto bom não basta para marca chinesa vender no Brasil: falta execução consistente de marketing, narrativa e validação (patrocínios, influenciadores, provas, comunidade).
- A entrada da 361 no Brasil ilustra risco de “tiro único” (Olimpíadas) sem continuidade; sem marca construída, o varejo não tem segurança para investir em estoque.
- O corredor é mais avesso a risco do que consumidores de outras categorias: depois de maratonas com um modelo, ele reluta em testar algo desconhecido, sobretudo em tickets altos.
- O ciclo de compras do varejo é longo: pré-vendas feitas com cerca de 6–7 meses de antecedência (ex.: compra em outubro para chegada em julho) e calendário normalmente semestral.
- Construção de marca é trabalho de longo prazo e precisa de foco; deslizes de posicionamento (ex.: alternar corrida e basquete sem clareza) reduzem confiança do varejo e do consumidor.
- O case Olympikus mostra como consistência de anos pode mudar percepção (de “vergonha” para “orgulho”) e permitir subida gradual de ticket, usando lançamentos limitados como estratégia de posicionamento.
Tópicos: Estratégia de varejo especializado em corrida (online vs físico), Construção de marca e marketing para marcas chinesas no Brasil, Experiência da Keep Running com a 361 e aprendizados de entrada de marca, Ciclo de compras, pré-venda e calendário de lançamentos no varejo esportivo, Fidelidade do corredor, validação social e barreiras para adoção de novas marcas
Citações
- “Eu cheguei naquele momento da de ser mais uma aba, porque é muito difícil brigar na internet. Você é mais uma aba no varejo, no físico não.” — Igor Santos
- “Eles têm bons produtos. Todos os produtos que eles apresentaram eram bons. [...] Eu acho que é porque não tem a marca no Brasil. Eu acho que eles não fizeram um trabalho de marketing ao redor dos produtos.” — Igor Santos
- “Cara, é fiel, cara.” — Igor Santos
- “Em outubro, a gente fez as últimas pré-vendas do ano de 2026. a gente sempre compra se meses antes.” — Igor Santos