Ep. 516 — #56 | Corrida, arte e a coragem de viver do seu jeito, com Jéssica Diskin | Girls Who Run
{Os nosso episódios são patrocinados pela All Out Run e pela Ticket Sports. Garanta seu processo look no site, e use o cupom GIRLSWHORUN} E se o caminho “certo” simplesmente não for o seu? Neste episódio do Girls Who Run, conversamos com Jéssica Diskin sobre arte, corrida e a coragem de construir uma vida mais autoral — sem seguir todos os roteiros que esperam da gente. Falamos sobre: Sair de uma trajetória considerada “segura” para viver da arte Como se aproximar da arte sem achar que precisa entender tudo A pressão de transformar hobbies em performance e conteúdo Correr sem planilha, meta ou obrigação E por que leveza não significa falta de compromisso Um episódio sobre criar uma relação mais própria com a corrida, com a arte — e com a vida. 📲 Instagram: @girlswhorun.pod | Nossas Hosts: Ma Fanti @chefanti e Mari Real @ma.rianareal 👟 Convidada: Jéssica Diskin @jessica.diskin Patrocínio: All Out Run - cupom GIRLSWHORUN | Ticket Sports - A sua próxima linha de chegada você encontra aqui Estúdio: @estudioh.br | Produção: @stemmasports | Edição:Gabriel Barbosa #GirlsWhoRun #CorridaFeminina #MulheresQueCorrem #GrupoDeCorrida #Comunidade #RunningPodcast #PodcastBrasileiro #Corrida #Arte #Criatividade #Lifestyle #RunningCulture
Resumo
O episódio une corrida e arte para falar, acima de tudo, sobre liberdade e coragem de viver fora do roteiro esperado. Mariana Real e Marcela Fant recebem Jéssica Diskin, artista plástica e arquiteta de formação, que escolheu sair do caminho “seguro” da arquitetura para construir uma vida criativa. Ao longo da conversa, elas exploram como decisões que parecem arriscadas podem abrir espaço para uma rotina mais alinhada com desejos pessoais, sem a necessidade de performar excelência ou pertencimento. A provocação central é simples: o roteiro que você está seguindo é seu ou apenas foi entregue para você? Jéssica conta que veio de uma família totalmente ligada à arquitetura e construção e que trabalhou três anos com a mãe em um escritório pequeno, até perceber que não seria feliz no dia a dia
Destaques
- Quebrar o roteiro profissional pode ser menos sobre “largar tudo” e mais sobre reconhecer o que não combina com você e agir no momento possível, mesmo sem garantias.
- Carreira criativa no Brasil é instável e exige disciplina: rotina de ateliê, consistência de produção e diversificação (obras, encomendas, workshops, conteúdo) para sustentar o fluxo.
- Perfeccionismo adia projetos; a estratégia de Jéssica é “pensei e fiz”, iterando com o tempo (temporadas melhores, estruturação, marcas) em vez de esperar o cenário ideal.
- Acesso à arte aumenta com curiosidade prática: visitar exposições/galerias sem obrigação de compra, pesquisar obras no Google e consumir referências para formar repertório sem elitização.
- Comunidade presencial tem valor próprio: workshops funcionam tanto como experiência artística quanto como espaço de socialização e autocuidado, especialmente na vida adulta.
- No esporte, longevidade depende de flexibilidade: correr por anos sem planilha/assessoria é viável quando a corrida cabe na rotina e não vira obrigação identitária.
- A comparação amplificada pelas redes (pace, volume semanal, “dias bons”) pode empurrar para excesso e lesão; reduzir métricas e expectativas ajuda a recuperar autonomia.
Tópicos: Transição de carreira e coragem de sair do caminho esperado, Arte acessível: colagem, workshops e educação informal em arte, Comunidade e socialização feminina na vida adulta, Corrida sem pressão: liberdade, fases e longevidade no esporte, Impacto das redes sociais: comparação, performance e lesões
Citações
- “E talvez em algum momento a gente precise se perguntar: "Esse roteiro é meu mesmo ou só foi entregue para mim?"” — Mariana Real
- “Se eu for esperar o momento certo, nunca vai ter o momento certo.” — Jessica Jiskin
- “Eu não posso ser os dois?” — Jessica Jiskin
- “Por que que eu tô correndo isso sendo que não tem necessidade nenhuma. Tanto deu ruim que eu tive uma fratura, fiquei dois meses, tipo, com a perna quebrada.” — Jessica Jiskin
- “Não colocar isso numa pauta tão grande na sua vida.” — Jessica Jiskin