Ep. 474 — #11 - Tênis Chinês: Tudo o que penso sobre - Rodrigo Machado (Tênis Certo) stemma China
Rodrigo Machado é um dos maiores estudiosos e produtor de conteúdo de tênis de corrida. O seu trabalho no canal de @teniscerto e nas suas redes sociais @entrelivrosetenis vem crescendo cada dia mais. Saiba o que ele pensa, estuda e conhece sobre os tênis chineses nesse episódio! stemma China 🇨🇳 é um Programa Original do @stemmasports (link do Episódio na Bio) sigam @stemma.china hosts: @fabiobessaaa & @cjgueiros gravação: @studiostemma edição: @bieell_barbosa & @gui_favotto123 capa: @pedroc.jr #stemmachina #stemma #china #teniscerto
Resumo
O episódio #11 do Fintech Makers (tema China) mergulha no fenômeno dos tênis chineses no mercado de corrida, conectando tecnologia, consumo e estratégia de entrada no Brasil. Fábio Bess e Carlos Giros recebem Rodrigo Machado, do canal Tênis Certo, para explicar por que a conversa sobre China ficou mais frequente nos últimos meses e como isso é reflexo de uma tendência global. A conversa parte do “hype” recente e rapidamente vira uma análise bem pragmática: o que muda quando o produto chinês deixa de ser só “barato” e passa a competir em durabilidade, processo industrial e performance. Rodrigo relembra que seu primeiro contato relevante com marca chinesa no Brasil foi a 361° (por volta de 2018/2019), e detalha como o Tênis Certo decide o que testar e o que divulgar. Ele diferencia curiosid
Destaques
- A percepção de aumento de “tênis chinês em todo lugar” é real e acelerou nos últimos ~6 meses, impulsionada por resultados positivos em reviews globais e pela curiosidade do consumidor por alternativas competitivas.
- O canal diferencia conteúdo editorial de monetização: testa produtos não-oficiais por demanda do público, mas evita divulgar links/cupom quando não há operação oficial, garantia e suporte ao consumidor no Brasil.
- O mercado brasileiro é altamente sensível a preço: na pesquisa do Tênis Certo, apenas ~6% dizem pretender comprar acima de R$ 1.000, então portfólios focados só em super shoes limitam volume e awareness.
- Processo de fabricação da espuma pode ser tão determinante quanto o material (PEBA, TPU etc.): processos “beads” tendem a aumentar durabilidade mas podem reduzir responsividade, enquanto expansão em peça única pode melhorar consistência e performance.
- Preferência cultural importa: em média, o corredor brasileiro tende a buscar mais amortecimento e conforto (muitas vezes começa a correr mais tarde e/ou com sobrepeso), o que pode favorecer marcas chinesas com plataformas mais macias (ex.: Li-Ning).
- Entrar no Brasil pelo topo é mais difícil: no premium, o consumidor exige validação de pódio e histórico (majors/recordes), o que torna a competição direta com Nike/Adidas/ASICS uma batalha de marca, não só de produto.
- Em wearables, a China já aparece forte: Garmin lidera, mas marcas chinesas (Amazfit, Huawei) crescem com preço agressivo e experiência equivalente; app e ecossistema viram diferenciais tão importantes quanto hardware.
Tópicos: Estratégia de entrada de marcas chinesas no Brasil (portfólio, preço e validação), Tecnologia de tênis de corrida: espumas, processos industriais, placa vs estabilidade, Comportamento do consumidor brasileiro: pirâmide de preço e preferência por amortecimento, Wearables na corrida (Garmin, Huawei, Amazfit) e competição por custo-benefício, Manufactura global e dependência da China (escala, qualidade e homogeneidade), Tendências de marketing e distribuição: e-commerce, cupons e live commerce
Citações
- “Tênis chinês tá em alta, galera.” — Rodrigo Machado
- “O que a gente percebe é a pessoa ela tenta comprar o tênis com maior quantidade de amortecimento que o dinheiro dela pode pagar.” — Rodrigo Machado
- “Começar do topo é começar do jeito mais difícil.” — Rodrigo Machado
- “E assim, por exemplo, para mim o o pior aplicativo para relógio de GPS é o da Garmin.” — Rodrigo Machado