Ep. 435 — #41 - O Triatleta moderno esta treinando errado? Fellipe Santos | Café com Tri power by stemma
Este episodio com a participação do treinador e triatleta de elite @fellipe_santoss discutimos a evolução do treinamento, equipamentos, nutrição erros e acertos dos atletas amadores e profissionais. Pega o seu café e vem com a gente Parceiro do Café com Tri pra esse episódio: @seekdopa hosts: @sergiomagalhaes1 @betonitrini @wagner__41 @erikamagrisse produção: @stemmasports pauta & conteúdo: @cafecomtriathlon edição : @acqua_xtreme gravação: @studiostemma capa: @pedroc.jr #cafecomtri #stemma #triathlon #triatleta
Resumo
O episódio gira em torno de uma provocação: o “triatleta moderno” está realmente evoluindo ou só está treinando cansado (e, muitas vezes, errado). Wagner Espadoto e Beto Nitri recebem Fellipe Santos, triatleta de alto rendimento no amador e treinador, para comparar a cultura de treino “raiz” de 20 anos atrás com a era atual de métricas, redes sociais, planilhas e validação externa. Entre piadas internas e memórias de Garmin “tijolão”, o papo revela como o esporte mudou em ferramentas, mas mantém os mesmos dilemas básicos: carga, recuperação, consistência e paciência. A conversa também expõe um contraste forte entre curto e longo: o Ironman virou o centro da aspiração do amador, enquanto o processo e as provas curtas perderam espaço. Fellipe traz a perspectiva de quem viveu o profissional,
Destaques
- “Tudo mudou e nada mudou”: as ferramentas evoluíram (potência, plataformas, métricas), mas os fundamentos continuam sendo consistência, progressão e recuperação.
- O triatleta moderno tende a supervalorizar treino forte e “sessão chave”, enquanto negligencia base, rodagem e principalmente sono/descanso, elevando risco de lesão e esgotamento.
- Comparação constante via redes sociais e acesso imediato aos treinos dos outros aumenta ansiedade e leva a decisões ruins (mais volume, menos recuperação, escolhas por validação).
- Volume tem retorno diminuído: acima de certo ponto, aumenta mais o risco do que a performance; ramp anual e construção por anos são mais seguros do que big days frequentes para amadores.
- Tecnologia ajuda a prescrever e analisar, mas pode reduzir a sensibilidade; treinar também por percepção de esforço prepara para imprevistos (GPS/potência falhando) e melhora autoconhecimento.
- A pressão por equipamento e upgrades pode virar um ‘custo mental’ e financeiro; ganhos marginais não compensam para a maioria, e o essencial é treino e execução.
- Taper/polimento (ex.: 14 dias) pode ser decisivo e muitas vezes é subestimado; reduzir na hora certa pode render melhor performance do que insistir em simulados grandes perto da prova.
Tópicos: Treinamento de triathlon: base, intensidade, volume e retorno diminuído, Recuperação: sono, descanso, alimentação e prevenção de lesão, Tecnologia no endurance: potência, IF/NP, GPS e percepção de esforço, Cultura do triatleta moderno: validação, comparação social e ansiedade, Equipamentos e consumismo no triathlon (ganhos marginais vs. pressão financeira), Polimento (taper) e preparação para Ironman/70.3
Citações
- “Hoje eu hoje eu sou muito mais maleável. Entendo, porque na minha época eu não tinha isso.” — Felipe Santos
- “O atleta moderno quer adaptação ou validação? Com certeza validação 200% e até validação própria, porque hoje em dia a gente tá tão, a gente é tão fácil duvidar da tua capacidade, você tem tão pouca autoestima que você busca a tua própria validação por outras pessoas e daí você começa a acreditar em você.” — Felipe Santos
- “Hoje em dia, eu acho que nós não somos mais técnicos de treinar. Nós não somos mais Bernardinho. Acabou.” — Wagner Espadoto
- “Tem um momento que tem o retorno diminuído. Ou seja, não adianta dar mais volume, porque este cara não melhora mais, a não ser aumento de risco de lesão.” — Felipe Santos