Ep. 625 — #28 -Antidopagem no Triathlon: Lições do Caso Monique Ahern | Café com Tri power by stemma
O que acontece quando um exame antidoping dá positivo? Recebemos Monique Ahern (@mo_ahern) para discutir o seu caso de doping (Indapamida) no IRONMAN 70.3 SP. Analisamos a lisura do sistema de controlo, os passos da defesa e, acima de tudo, como a falta de informação é o maior perigo para o atleta amador. Um episódio obrigatório para quem compete e quer proteger a sua integridade no desporto. Então clica aqui, pega o seu café e vem com a gente! ☕ Parceiro do Café com Tri pra esse episódio: @seekdopa hosts: @sergiomagalhaes1 @betonitrini @wagner__41 @erikamagrisse produção: @stemmasports pauta & conteúdo: @cafecomtriathlon edição : @acqua_xtreme gravação: @studiostemma capa: @pedroc.jr #cafecomtri #stemma #triathlon #triatleta
Resumo
O episódio reúne os hosts Beto Nitrini, Serginho Magalhães e Wagner para uma conversa longa e franca com Monique Ahern, triatleta amadora e empresária de Araraquara. Entre brincadeiras do “grupo dos lesados” e a história de como ela se apaixonou pelo Ironman ao assistir a prova em Florianópolis, a conversa rapidamente muda de tom para um tema pesado: antidopagem e reputação. A narrativa começa no Ironman 70.3 São Paulo 2024, quando Monique foi selecionada para o teste e, inicialmente, celebrou a abordagem como sinal de que o sistema “funciona”. Essa virada do entusiasmo para o choque dá o ritmo do episódio e prepara o terreno para os aprendizados. Monique detalha o passo a passo do processo: coleta, espera de quase 30 dias, recebimento do documento pedindo explicações e a proposta inicial
Destaques
- A responsabilidade objetiva do atleta é total: “qualquer substância que o atleta coloca na boca” pode gerar violação, mesmo sem intenção de performance.
- Diuréticos como indapamida entram como substâncias proibidas por potencial de mascaramento, o que cria casos em que o uso pode piorar performance e ainda assim ser punido.
- O processo pode ser lento: resultado e pedido de explicações chegaram quase 30 dias depois, permitindo que o atleta ainda compita em outras provas antes de qualquer decisão.
- A falta de transparência na seleção e execução dos testes (percepção de recorrência nas mesmas pessoas, boatos de “saber antes”, risco de abandono para evitar coleta) mina a confiança no sistema.
- O “tribunal da internet” amplifica a punição para além do esporte, com ataques pessoais e pressão sobre marcas e relações, aproximando-se de uma ‘pena de morte social’.
- A dosimetria da pena foi o centro do debate: distinguir erro/ignorância de esquemas deliberados (EPO, hormônios, chips) é crucial para a justiça e para o caráter educativo da antidopagem.
- Após o caso, a solução prática defendida é prevenção: checagem ativa em listas, apoio de médico do esporte e uso de TUE quando necessário, pois cursos genéricos nem sempre atendem o amador.
Tópicos: Antidopagem no triathlon amador e lista de substâncias proibidas, Responsabilidade do atleta, TUE e prevenção com médico do esporte, Transparência, critérios de seleção e falhas percebidas no processo de testes, Reputação, linchamento online e impactos psicológicos e profissionais
Citações
- “Eu fiquei felizona e eu saí do teste que demorou, tal.” — Monique
- “Infelizmente qualquer substância que o atleta coloca na boca, qualquer coisa, qualquer coisa, a responsabilidade do atleta.” — Wagner
- “o tribunal da internet ele julga antes de qualquer outra coisa e te elimina.” — Monique
- “A questão é a dosimetria da pena.” — Serginho Magalhães