Ep. 386 — #10 - Os Primórdios do Trail Running no Brasil: Naval Freitas | stemma na Trilha
Neste episódio especial, Sidney Togumi conversa com Naval Freitas, um dos pioneiros e ícones do trail running brasileiro, atleta da primeira geração de corredores de montanha, multicampeão nacional e organizador de eventos que ajudou a construir a história do esporte no país. Quem é Naval Freitas? 🏃 Atleta da primeira geração de corrida de montanha no Brasil 🏆 Tricampeão Brasileiro em Corrida de Montanha 🌎 Representante do Brasil em Campeonatos Sul-americanos 👨🏫 Professor de Educação Física (CREF: 083137-G/SP) 🎯 Organizador de eventos de trail running e corrida de montanha 📚 Pioneiro que vivenciou a transformação do esporte desde os anos 2000 Por que assistir? Se você quer entender as raízes do trail running no Brasil, conhecer a história de um dos maiores pioneiros do esporte, ou simplesmente apreciar as histórias de quem vivenciou a transformação do trail desde os anos 2000, este episódio é essencial. Naval Freitas traz perspectivas únicas sobre como o esporte era organizado, como os atletas se preparavam, e qual era a mentalidade dos primeiros corredores de montanha. Uma conversa que conecta o passado ao presente e mostra a evolução extraordinária do trail running brasileiro. 📅 Novo episódio toda terça-feira! 🎙️ Apresentado por Sidney Togumi 📱 Instagram: @sidneytogumi | @navalfreitas BoraQvamo que o STEMMA na Trilha está no ar!
Resumo
Sid Togumi recebe Naval Freitas para um mergulho nas origens do trail running no Brasil, quando o esporte ainda era chamado de “corrida de montanha” e tinha poucas provas e pouca estrutura. Naval conta como veio da corrida de rua (com 29:45 nos 10 km) e migrou para as trilhas ao perceber que, apesar de ser rápido, a rua tinha um nível de elite muito concentrado. A conversa resgata o contexto das primeiras seletivas e competições que levaram atletas brasileiros a representarem o país fora, em especial a partir de 2004/2005. O episódio tem clima de memória viva: nomes, lugares e bastidores ajudam a reconstruir uma história que muita gente do trail atual não conhece. Naval detalha a experiência de representar o Brasil e como o aprendizado veio também com tropeços, como quebrar e não concluir
Destaques
- A migração da rua para a montanha foi, para Naval, uma estratégia natural: a rua concentrava atletas ainda mais rápidos, enquanto as trilhas permitiam converter velocidade em vantagem competitiva com técnica e resistência.
- O mountain running no Brasil começou com seletivas e provas muito menores, com uma distância padrão (12 km) e pouca estrutura; a profissionalização e diversidade de formatos vieram bem depois.
- Representar o Brasil veio com emoção e também com choque de realidade: competir fora expôs diferenças de preparação, altitude/terreno e nível dos atletas de países como Colômbia e Venezuela.
- O trail brasileiro cresceu de forma exponencial (ex.: eventos que saíram de algumas centenas para milhares), mas esse crescimento aumenta o impacto de erros básicos de organização sobre a percepção do esporte por iniciantes.
- A rivalidade/concorrência entre organizadores pode impulsionar inovação, mas os bastidores mostram que o esporte evolui quando pioneiros se reconhecem e colaboram (caso Naval e Fábio Galvão).
- Operação e logística (percurso, autorizações, staff, segurança, cronometragem) são determinantes: em provas de montanha, pequenos deslizes viram grandes problemas por isolamento e dificuldade de resgate.
- Há oportunidade de expansão regional do trail fora do eixo tradicional: o projeto em Maracás (BA) sugere que clima, relevo e mobilização local podem criar novos polos de prova e turismo esportivo.
Tópicos: Origens do trail running/corrida de montanha no Brasil (2004–2006), Transição da corrida de rua para trilhas e desempenho competitivo, Bastidores de organização de provas: percurso, autorizações, staff e cronometragem, Crescimento do mercado de trail e impactos de falhas operacionais na experiência do iniciante, Projetos e expansão regional: proposta de prova em Maracás (BA) em 2027
Citações
- “Naval Freitas é um cara que começou a correr na rua, né? Que geralmente o início sempre é rua, dificilmente as pessoas começam no treio mesmo, né?” — Naval Freitas
- “Cara, não vou perder essa oportunidade não, né? Se eu não morrer, eu vou viver.” — Naval Freitas
- “A partir do momento que um, entendeu, faz uma merda falar a palavra certa, ele vai respingar também nos grandão.” — Naval Freitas
- “O atleta brasileiro, velho, o participante é muito mimimi aqui no Brasil, cara.” — Naval Freitas
- “Então também é uma homenagem a ti, a você pela tua história no treio, por tudo que você fez pelo treio aí, certo?” — Sid Togumi