Ep. 555 — #245 - Transformando vidas com a corrida: Edson Santi - Presidente da Achilles Brazil
Embarque nesse episódio especial do stemma com @edson_santi Presidente da @achilles_brazil. Após conviver com as consequências da poliomielite com ajuda de muletas, Edson recebeu um notícia do médico que soou como uma sentença: era hora de ir para a cadeia de rodas. Porém a notícia que num primeiro momento foi difícil de digerir, abriu outras portas jamais imagináveis para Edson naquela época: Edson completaria as Maratonas de NY 🇺🇸 e Berlim 🇩🇪 com sua handcycling e vem transformaria vidas de várias outras pessoas com deficiência (PCD) que se tornaram, segundo ele, atletas com deficiência (ACD) através da @achilles_brazil. Episódio completo já disponível em nossas plataformas! (Links na Bio) Hosts: @fabiobessaaa & @thikawamura Esse conteúdo foi produzido com o suporte de: @z2performance @terabyteshop @kingstonbrasil @ticket.sports @oakleybr Gravação: @studiostemma Edição: @bieell_barbosa & @gui_favotto123 Arte: @pedroc.jr #stemma #stemmapodcast #stemmasports
Resumo
O episódio #245 do Fintech Makers recebe Edson Santi, presidente da Achilles Brazil, para uma conversa sobre esporte, voluntariado e inclusão. Edson conta como a poliomielite na infância marcou sua trajetória, levando a décadas de cirurgias e ao uso de bengalas até o avanço das dores da síndrome pós-pólio. O ponto de virada vem quando um médico sugere a cadeira de rodas e ele inicialmente interpreta isso como regressão. Com o tempo, ele percebe o oposto: a cadeira aumenta sua mobilidade, reduz limitações do dia a dia e abre espaço para uma vida mais ativa. A entrada no esporte acontece com o handcycle, que Edson descreve como uma experiência de liberdade (“vento na cara”) e também como um choque de realidade ao encarar subidas e provas sem preparo. A partir da primeira prova em São Paulo,
Destaques
- A cadeira de rodas, quando bem compreendida e incorporada, pode representar ganho de liberdade e mobilidade — não regressão — especialmente em casos de síndrome pós-pólio e dor crônica.
- A Achilles Brazil opera como uma plataforma de inclusão na corrida de rua, conectando atletas com deficiência (ACD) e guias voluntários para promover atividade física e conexão social.
- O voluntariado exige compromisso operacional: quando o guia confirma um treino, a presença é crítica porque o treino inclui deslocamento, acompanhamento e retorno do ACD, não apenas a corrida no parque.
- A organização criou um processo de formação e certificação de guias (receptivo + cartilha + treinos/provas + sistema de pontos), elevando segurança, qualidade e previsibilidade do atendimento.
- Parcerias com organizadoras evoluem com confiança e profissionalização: de pedidos pontuais de cortesias para patrocínios, demanda aberta de inscrições e colaboração em processos (ex.: triagem de PCDs).
- Há risco real de fraude no uso de inscrições PCD e necessidade de validação de laudos e elegibilidade; a Achilles atua como camada de governança para alguns eventos.
- O impacto do esporte vai além do desempenho: melhora sociabilidade, autonomia, humor e autoestima, inclusive em casos complexos (ex.: autismo com maior necessidade de adaptação).
Tópicos: Inclusão de pessoas com deficiência na corrida de rua (ACD e guias), História de vida: poliomielite, síndrome pós-pólio e autonomia, Handcycle: treino, equipamentos e participação em provas, Operação e governança do voluntariado (formação, certificação e logística), Parcerias com organizadoras e plataformas de inscrição (Track&Field, Iguana, Ticket Sports)
Citações
- “Olha, por que que você não vai para uma cadeira de rodas?” — Edson Santi
- “A cadeira de roda me trouxe mais liberdade.” — Edson Santi
- “A nossa missão é tirar a pessoa de casa para ela que faça uma atividade esportiva e tem uma conexão social, porque extrapola um pouquinho a corrida, extrapola a prova.” — Edson Santi
- “Quando você fala a frase "Eu não consigo", você cria bloqueio. Agora, se você fala: "Eu posso tentar", você abre o caminho.” — Edson Santi