Ep. 552 — #06 - O Mercado de Tênis e China: Rodrigo Carneiro - Fundador da Velocità | stemma China 🇨🇳
🎙️Ep.6 - O Mercado de Tênis e China: Rodrigo Carneiro - Fundador da Velocità | stemma China 🇨🇳 Saiba o que 30 anos empreendendo no mercado de tênis de corrida ensinou o @carneiropolis, sócio-fundador da @velocita_brasil e sua opinião sobre as marcas chinesas. stemma China 🇨🇳 é um Programa Original do @stemmasports (link do Episódio na Bio) sigam @stemma.china hosts: @fabiobessaaa & @cjgueiros gravação: @studiostemma edição: @bieell_barbosa & @gui_favotto123 capa: @pedroc.jr #stemmachina #stemma #china #velocita
Resumo
O episódio recebe Rodrigo Carneiro, fundador da Velocità, para discutir a evolução do varejo especializado em corrida no Brasil e como as marcas chinesas estão (ou não) conseguindo ganhar tração por aqui. Rodrigo contextualiza os quase 30 anos da empresa, que nasceu como uma loja esportiva generalista em 1996 e rapidamente encontrou na corrida um espaço onde conhecimento técnico e comunidade fariam diferença. Ele descreve como a corrida passou por diferentes “booms” (incluindo o crescimento das assessorias esportivas e o pós-pandemia) e como a Velocità buscou estar fisicamente perto dos lugares onde as pessoas correm, reforçando o papel da loja como ponto de encontro e serviço. Um dos fios condutores é a mudança do consumidor: antes, a informação vinha do treinador e da loja especializada
Destaques
- A Velocità nasceu generalista, mas migrou cedo para corrida por exigir conhecimento técnico e por já existir referência de sucesso de lojas especializadas nos EUA, criando vantagem competitiva baseada em serviço e comunidade.
- O discurso de teste de pisada/estabilidade (pronação) perdeu força antes mesmo da chegada das marcas chinesas, impulsionado por evidência científica e por marcas novas que já nasceram sem essa segmentação.
- No Brasil, tênis feitos na China enfrentam tarifa antidumping de valor fixo, o que penaliza mais produtos de entrada e torna difícil competir por preço via canal oficial; em produtos premium, o impacto relativo é menor.
- Estrutura de go-to-market importa: subsidiária (361º) tende a permitir preço mais agressivo do que distribuidor local (Kodan), que adiciona um elo de margem e encarece uma marca já pouco conhecida.
- A expectativa de “invasão chinesa” nos tênis não replica carros porque os canais são diferentes: automóveis operam majoritariamente direto do fabricante, enquanto tênis de corrida ainda dependem muito de multimarcas e também do DTC das marcas tradicionais.
- A ‘China informal’ (dropshipping/marketplaces) cria uma âncora de preço irreal ao consumidor e não escala de forma sustentável; quando o volume chama atenção, o governo tende a apertar a cobrança tributária.
- O Running Event deixou de ser um evento fechado de varejo americano e virou encontro global de lançamentos, influenciadores e relacionamento, mudando a dinâmica de vazamento de produtos e a estratégia de ‘o que mostrar vs. o que esconder’ das marcas.
Tópicos: Varejo especializado em corrida e construção de comunidade, Entrada de marcas chinesas (361º, Kodan) e estratégia de distribuição, Tarifa antidumping e formação de preço de calçados no Brasil, Concorrência com marcas nacionais (Olympikus, Vulcabras) e ciclos de produto, Running Event: tendências, lançamentos e relacionamento global no setor
Citações
- “Empreender no Brasil não é não é propriamente trivial.” — Rodrigo Carneiro
- “Veja, o tênis chinês ele é ele é mais caro do que um tênis vietnamita ou malaio. Porque existe uma tarifa antidumping para calçados chineses, independente se a marca é chinesa, se a se é Nike,” — Rodrigo Carneiro
- “Eu acho que as pessoas falam mais do que efetivamente usam.” — Rodrigo Carneiro
- “Tem coisa que eu vou ter que esconder e tem coisa que eu quero mostrar.” — Rodrigo Carneiro