Ep. 329 — #125 - O que realmente é preciso para se tornar um atleta de alto rendimento? - Sérgio Santos
Neste episódio, recebo Sérgio Santos, treinador internacional com mais de 30 anos de experiência no desenvolvimento de atletas, incluindo atletas olímpicos. Atualmente, ele atua como consultor internacional da Confederação Brasileira de Triatlo e compartilha uma visão prática e profunda sobre a formação de um atleta de excelência. Durante nossa conversa, falamos sobre a construção da carreira esportiva, a importância do processo de desenvolvimento, da mentalidade, do planejamento e das escolhas que fazem diferença para quem sonha em competir em alto nível. Um episódio repleto de conhecimento e reflexões valiosas para atletas, treinadores e todos que desejam entender o que realmente está por trás da performance de elite. 🎧 Dá o play e aproveite esse bate-papo cheio de experiência e aprendizado! Esse conteúdo foi produzido com o suporte de: @z2performance @terabyteshop @kingstonbrasil Host: @bruna_mahn Edição: @acqua_xtreme & @gui_favotto123 Arte: @pedroc.jr Gravação: @studiostemma #stemma #stemmapodcast #stemmasports #stemmaperfomance
Resumo
Bruna Mã entrevista Sérgio Santos diretamente da World Cup do Rio, explorando o que realmente sustenta a formação de um atleta de alto rendimento no triatlo. Sérgio, consultor internacional da Confederação Brasileira de Triatlo, conta que está há 16 anos na entidade e passou de treinador “de terreno” no ciclo do Rio 2016 para uma função de coordenação técnica e planejamento de médio e longo prazo. O foco do trabalho atual é transformar experiência acumulada em processo, ajudando treinadores e atletas a tomarem melhores decisões de preparação e competição e a evitarem erros comuns. Ao revisitar o projeto rumo aos Jogos do Rio, ele explica por que a base em Portugal (Rio Maior) fazia sentido: aproximar os brasileiros da densidade competitiva europeia e de um calendário com condições variada
Destaques
- A função atual de Sérgio na confederação é transformar experiência prática em processo: coordenar planejamento olímpico e apoiar treinadores/atletas para reduzir erros e acelerar aprendizado.
- O principal gargalo para atletas brasileiros não é trabalho ou talento, mas a falta de densidade e variedade competitiva desde a base, o que limita repertório técnico e adaptação.
- Treinar e competir na Europa melhora desempenho não só pela qualidade dos adversários, mas por expor o atleta a clima, percursos e cenários táticos muito diferentes ao longo do ano.
- Em percursos planos e na distância sprint, a prova tende a ser decidida por detalhes (transições, primeiras voltas, posicionamento no pelotão e capacidade de correr 5 km muito forte).
- World Cup e WTCS favorecem perfis diferentes: em World Cup, fugas pequenas podem ser neutralizadas por pelotões e a corrida pode decidir; na WTCS, a densidade permite estratégias mais sustentáveis na frente.
- Organizar uma etapa em casa é também estratégia de desenvolvimento: reduz custo, amplia vagas e cria oportunidade competitiva para mais atletas brasileiros acumularem experiência internacional.
- Mentalidade competitiva é determinante: Sérgio aponta que frequentemente falta audácia aos brasileiros e que o componente mental pode separar participação de protagonismo.
Tópicos: Formação e desenvolvimento de atletas de alto rendimento, Diferenças de competitividade entre Américas e Europa no triatlo, Planejamento olímpico e estratégia de calendário (World Cup vs WTCS), Adaptação a condições climáticas, técnicas e táticas de prova, Importância de mentalidade, coragem e audácia competitiva
Citações
- “uma das coisas mais importantes do atleta de alto rendimento é a sua capacidade de adaptação a qualquer condição e a qualquer circunstância.” — Sérgio Santos
- “Os atletas brasileiros não trabalham menos do que os atletas europeus. não têm a menos talento, mas são sujeitos a muito menos oportunidades competitivas no crescimento deles.” — Sérgio Santos
- “O simples facto de os atletas europeus competirem tanto em competições com 40º como com competições com 7 ou 8º e granizo, tanto competirem em água a 30º como competirem em água no limite ou até ser transformada em duátulo, porque ela tá gelada.” — Sérgio Santos
- “o atleta brasileiro, por por, por vezes, tem mais falta de audácia do que de qualidade.” — Sérgio Santos
- “Quem não tenta não alcança.” — Sérgio Santos