Ep. 527 — #36 - Fisioterapia: Prevenção, Recuperação e Performance no Triathlon | Café com Tri power by stemma
No episódio de hoje do Café com Tri, conversamos com o fisioterapeuta Alexandre Steingraber sobre o papel crucial da fisioterapia no ciclo de treinamento para o triathlon. Descubra como alinhar o cuidado com o corpo à planilha de treinos para alcançar a máxima performance e evitar interrupções por lesões! Parceiro do Café com Tri pra esse episódio: @seekdopa hosts: @sergiomagalhaes1 @betonitrini @wagner__41 @erikamagrisse produção: @stemmasports pauta & conteúdo: @cafecomtriathlon edição : @acqua_xtreme gravação: @studiostemma capa: @pedroc.jr #cafecomtri #stemma #triathlon #triatleta
Resumo
No episódio, Beto Nitrini e Sérgio Magalhães recebem o fisioterapeuta esportivo Alexandre Steingber para uma conversa prática sobre prevenção, recuperação e performance no triathlon. O papo começa com a trajetória do convidado: ex-nadador competitivo, ele migra para a fisioterapia e entra como estagiário na Companhia Athletica, onde convive de perto com atletas e dores reais do dia a dia. Dessa vivência, ele constrói uma abordagem que mistura atendimento clínico com a perspectiva de quem também treina e entende as demandas do endurance. Ao longo do episódio, fica claro que a clínica e o método nasceram “no meio da galera”, observando padrões de lesão e necessidades que se repetem em triatletas amadores. Um dos pontos centrais é a formação “não engessada” do Alexandre: além da fisioterapia
Destaques
- A fisioterapia evoluiu de um serviço “pós-lesão” para um componente preventivo e contínuo do treinamento, integrado a técnico, nutrição e medicina esportiva.
- A abordagem mais eficaz combina ajuste estrutural (quiropraxia/terapia manual) com soltura muscular e fortalecimento específico; tratar só um lado tende a fazer a dor voltar.
- Nem toda biomecânica precisa ser “corrigida”: se não há lesão repetitiva, muitas vezes o melhor é fortalecer e distribuir carga, sem tentar impor um padrão idealizado de movimento.
- Tecnologias como termografia e ultrassom de imagem aceleram a avaliação e encurtam o tempo de incerteza sobre o tipo e grau da lesão.
- Ondas de choque são especialmente úteis em quadros crônicos (tendinites/bursites), enquanto eletroacupuntura pode ser muito eficiente para analgesia e acesso a musculatura profunda (ex.: piriforme).
- A maior parte dos problemas comuns em atletas amadores tem forte componente postural e de hábitos fora do treino (horas sentados, ergonomia ruim), exigindo correção de rotina além do treino.
- Gelo e botas de compressão ajudam no recovery, mas precisam de dosagem e timing; uso excessivo ou muito imediato pode atrapalhar o processo inflamatório/adaptativo e até a hipertrofia.
Tópicos: Fisioterapia preventiva e papel na equipe multidisciplinar do atleta, Medicina chinesa, acupuntura/ventosa e integração de técnicas com fisioterapia e quiropraxia, Lesões mais comuns no triathlon (joelho, canelite, fascite, quadril, cervical e ombro/manguito), Tecnologias e recursos terapêuticos (ondas de choque, eletroacupuntura, termografia e ultrassom), Alongamento vs mobilidade e rotinas de recuperação (sauna e gelo)
Citações
- “Eu brinco que a fíio é como se fosse uma uma caixinha de ferramentas, né, de um mecânico ali. Eu tenho várias gavetas.” — Alexandre Steingber
- “É muito sério isso, gente.” — Alexandre Steingber
- “Ah, você faz um treino longo ali de corrida, a musculatura já tá estressado, você já tá ali 1 hora e meia, 2 horas ali correndo e aí você vai lá e você vai alongar. Eu não, eu não, eu não oriento muito isso porque você pode acabar machucando um pouco a fibra, né?” — Alexandre Steingber
- “Eu falo que sempre quando acontece isso aí, se se ela se ele tivesse ido no, né, ido no médico ou ido na parte da físicamente não ia virar uma lesão, era só uma tensão ou que a gente tava falando, né, agora agora atrás, era só um desequilíbrio muscular, era só uma e um desequilíbrio estrutural, ajustava, soltava a musculatura, passava dor e aí não ia gerar uma lesão, que eu falo.” — Alexandre Steingber