Ep. 524 — #116 - Ciclismo do IRONMAN Brasil: Márcio Lazari | stemma perfomance
No episódio de hoje, conversei com o Márcio Lazari, treinador de atletas de triatlon e mountain bike, professor da faculdade do Instituto Valorize e profissional com uma extensa trajetória na linha de frente do esporte de endurance. Neste episódio, falamos em detalhes sobre o percurso de ciclismo do IRONMAN Brasil, analisando o trajeto, os principais desafios e os pontos críticos que você precisa ficar atento durante a prova. Se você vai competir no IRONMAN Brasil — ou pretende fazer a prova no futuro — esse episódio vai te ajudar a entender melhor o percurso e a chegar mais preparado para o grande dia. Dê o play e venha com a gente! Episódio completo já disponível em nossas plataformas! (Links na Bio) Esse conteúdo foi produzido com o suporte de: @z2performance @terabyteshop @kingstonbrasil Host: @bruna_mahn Edição: @acqua_xtreme & @gui_favotto123 Arte: @pedroc.jr Gravação: @studiostemma #stemma #stemmapodcast #stemmasports #stemmaperfomance
Resumo
Bruna Mã recebe Márcio Lazari no Esema Performance para um episódio dedicado ao ciclismo do IRONMAN Brasil em Florianópolis, com foco em como ler o percurso e evitar erros que sabotam o resto da prova. O papo parte do que faz Floripa parecer “rápida”: asfalto bom, altimetria relativamente baixa e duas voltas de 90 km, mas com pegadinhas que castigam principalmente amadores. Márcio contextualiza a prova como um evento longo e imprevisível, em que clima e vento mudam o jogo, e reforça que a bike é a maior parte do dia para a maioria dos atletas. A conversa mistura estratégia técnica com preparação mental, trazendo um tom realista: o objetivo não é “não sofrer”, e sim sofrer de maneira controlada. Márcio apresenta sua trajetória como treinador de ciclismo, triathlon e corrida, professor em p
Destaques
- Floripa é rápida, mas não é “plana”: cerca de 900 m de ganho altimétrico (duas voltas) e quatro subidas críticas que exigem disciplina para não estourar na primeira volta.
- O vento sul (“Suli”) costuma entrar perto de 10–11h e cria uma “subida invisível”; ele afeta mais amadores por estarem mais tempo expostos e chegarem a esse trecho em horário pior.
- A primeira volta frequentemente engana: tempos bons e sensação de polimento induzem a exageros; a segunda volta tende a piorar com vento, fadiga e queda na capacidade de absorção de nutrientes.
- Estratégia de subida: usar como alívio postural (sair um pouco da aero), mas sem atingir limiar/FTP; manter constância de esforço e não reagir a ultrapassagens de atletas que podem estar fora do próprio plano.
- No frio, o maior erro é parar de beber: desidratação na bike costuma virar “fracasso na corrida”; configurar alertas no Garmin para hidratação e alimentação ajuda a manter o plano.
- Treinar logística e autossuficiência: como pegar garrafas, onde carregar ferramentas e como usar special needs; evitar ‘apostas’ de última hora (trocar bike, capacete, roupa) e revisar equipamentos críticos como tacos e sapatilha.
Tópicos: Estratégia de ciclismo no IRONMAN Brasil (Florianópolis), Vento sul (Suli) e impacto na segunda volta, Gestão de potência/FTP e pacing em subidas, Nutrição, hidratação no frio e uso de alertas no Garmin, Checklist de equipamento, autossuficiência e erros comuns em prova
Citações
- “Não tem prova fácil.” — Márcio Lazari
- “Moral da história, não se iluda.” — Márcio Lazari
- “Se tiver frio demais, a tendência é não beber água. Desidratou na bike, fracasso na corrida, tá?” — Márcio Lazari
- “Não se empolgue demais com o que você tá fazendo na primeira volta.” — Márcio Lazari