Ep. 479 — #03: Como as marcas enxergam e se conectam com o trail no Brasil? Cado Santos | stemma na Trilha
Bem-vindo ao terceiro episódio do STEMMA na Trilha! Neste episódio especial, Sidney Togumi conversa com Cado Santos, diretor executivo e idealizador da Milk Comunicação, uma das principais agências especializadas em marketing esportivo e conexão com o universo da corrida no Brasil. Quem é Cado Santos? 📊 Diretor Executivo da Milk (21+ anos de experiência) 🏃 Maratonista, ciclista e especialista em marketing esportivo 🎯 Especialista em transformar movimento em posicionamento estratégico 💼 Líder de uma agência que atende marcas como Olympikus, Mizuno, Columbia, Allout, Bibi, SmartFit e Strava Sobre a Milk: A Milk é uma agência de inteligência estratégica, relacionamento e experiências de marca no ecossistema da corrida. Com mais de 21 anos de história, ela evoluiu de uma agência de comunicação tradicional para a maior especialista de corrida do país, criando ativações memoráveis e estratégias que conectam marcas com a comunidade de corredores. Neste episódio você vai descobrir: ✅ A história da Milk e sua evolução no mercado ✅ Como a agência conecta marcas com a comunidade de corredores ✅ Estratégias de marketing e comunicação no universo do trail ✅ Por que o trail está atraindo cada vez mais a atenção de grandes marcas ✅ O papel dos influenciadores e embaixadores no esporte ✅ Dicas sobre como o trail pode crescer e se profissionalizar ✅ Insights sobre o futuro do esporte no Brasil ✅ E muito mais! Por que assistir? Se você é um corredor de trail, atleta, influenciador, ou simplesmente quer entender como funciona o marketing esportivo e qual é o futuro do trail no Brasil, este episódio traz perspectivas valiosas sobre o posicionamento do esporte no mercado, estratégias de comunicação e como as marcas estão se conectando com a comunidade. 📅 Novo episódio toda terça-feira! 🎙️ Apresentado por Sidney Togumi 📱 Instagram: @sidneytogumi | @instadamilk BoraQvamo que o STEMMA na Trilha está no ar!
Resumo
O episódio reúne Cineitogume e Ricardo Santos (Cado) para discutir como marcas enxergam e se conectam com o trail no Brasil, misturando bastidores de marketing esportivo com a vivência de corredor. Cado conta como sua trajetória pessoal na corrida se cruzou com a profissional: ele fundou a Milk em 2004, ganhou um treino de corrida em 2005 e passou a transformar a agência em uma especialista em conexão com praticantes de atividade física. Ao longo dos anos, a Milk saiu do marketing direto “genérico” e foi nichando até chegar à corrida, atendendo marcas e projetos relevantes do esporte. A conversa também reforça a relação de amizade entre os dois, com humor sobre o “protocolo” de entrevistas e o fato de treinarem juntos com frequência. No campo profissional, Cado explica que “não mudou nada
Destaques
- O objetivo central das marcas no esporte segue igual: conectar com o consumidor final para vender produtos/serviços; o que mudou foi a multiplicação e fragmentação dos canais e das comunidades.
- A influência migrou do “formador de opinião” presencial (assessorias, heróis locais) para o criador digital; hoje, cada pessoa pode funcionar como um canal de mídia e segmentação.
- O trail no Brasil ainda é pequeno frente ao asfalto (estimativa de 200k–500k vs 18M corredores), mas pode ter crescimento proporcional superior, puxado por migração de corredores de rua em busca de novos desafios.
- Limitações geográficas e urbanas no Brasil dificultam a prática frequente de trail (especialmente em São Paulo), o que impacta mercado, produto e escala de patrocínio.
- Marcas esportivas tendem a investir com risco controlado; patrocínio forte costuma vir quando a prova já é “incrível e desejada”, mais do que por uma apresentação de captação bem feita.
- O motor de expansão do trail é experiência + história bem contada: quanto mais gente vive algo memorável e compartilha, mais adesão e demanda surgem (efeito de comunidade).
- Existe um conflito cultural no trail entre preservar autenticidade e desejar crescimento comercial; o desafio é crescer sem se tornar predatório e mantendo contribuição real para o ecossistema.
Tópicos: Marketing esportivo e evolução dos canais (do analógico ao digital), Tamanho e crescimento do mercado de trail no Brasil vs corrida de rua, Patrocínio, retorno e como provas/marcas se escolhem, Autenticidade, comunidade e storytelling como motor de adoção no trail
Citações
- “Marca não aposta, cara. Assim, as apostas da marca não são apostas de altíssimo risco.” — Ricardo Santos
- “Faz a tua prova ficar incrível, aí a marca vai chegar.” — Ricardo Santos
- “Eu acho o trail meio assim, cara. Eu acho que a galera, eles falam assim: "Não, não, não, não, não, não espalha não, cara. Deixa isso aqui só com a gente".” — Ricardo Santos
- “Tem que ser divertida.” — Cineitogume