Ep. 473 — #118 - Carboidrato: combustível ou vilão? Dra. Bárbara Silva | stemma perfomance
Neste episódio, conversamos com a Dra. Bárbara Silva sobre um dos temas mais importantes para atletas de endurance: a ingestão de carboidratos. Por que o carboidrato é a principal fonte de energia durante exercícios de longa duração? De onde vem o medo de consumi-lo? E como uma ingestão inadequada pode comprometer a performance, a recuperação e até mesmo a saúde do atleta? Ao longo da conversa, desmistificamos crenças comuns, explicamos a importância do carboidrato como combustível para o organismo e mostramos por que estratégias nutricionais bem planejadas podem fazer toda a diferença no desempenho esportivo. Se você é triatleta, corredor, ciclista ou praticante de qualquer modalidade de endurance, este episódio traz informações valiosas para ajudar você a treinar e competir de forma mais eficiente. 🎙️ Aperte o play e descubra por que, muitas vezes, o carboidrato é exatamente o que está faltando para você alcançar sua melhor performance. 🚴🏃🏊🍌⚡ Episódio completo já disponível em nossas plataformas! (Links na Bio) Esse conteúdo foi produzido com o suporte de: @z2performance @terabyteshop @kingstonbrasil Host: @bruna_mahn Edição: @acqua_xtreme & @gui_favotto123 Arte: @pedroc.jr Gravação: @studiostemma #stemma #stemmapodcast #stemmasports #stemmaperfomance
Resumo
O episódio #118 do Fintech Makers (gravado no Ironman Brasil) recebe a Dra. Bárbara Silva, endocrinologista, nutrologista e atleta de endurance (14 vezes maratonista e ultramaratonista), para discutir se o carboidrato é “combustível ou vilão”. A conversa começa pela trajetória pessoal e profissional da Bárbara, que veio da natação e buscou unir medicina com vivência real do esporte, destacando o “skin in the game” como diferencial para prescrição prática. Ela reforça que ainda existe um descolamento entre teoria e prática na área, e que a evolução do endurance nos últimos anos não é só tênis e bike: nutrição e suplementação viraram pilar central de performance. No núcleo do episódio, Bárbara enquadra endurance como “gestão de energia” e explica o papel do carboidrato em treinar, sustentar
Destaques
- Endurance é “gestão de energia”: para treinar em zona, sustentar intensidade e recuperar, o carboidrato é peça central, especialmente em intensidades mais altas onde ele vira substrato obrigatório.
- A demonização do carboidrato e restrições prolongadas tendem a aumentar risco de lesão, fadiga e RED-S, além de piorar a qualidade do treino e a performance no longo prazo.
- A prescrição de carboidrato por hora é individual: copiar a estratégia de outro atleta (ex.: 120 g/h) sem adaptação e testes pode levar a desconforto intestinal e falha de execução.
- “Training the gut” aumenta a capacidade de absorção ao adaptar o sistema digestivo (incluindo dilatação gástrica) e potencializar transportadores intestinais; qualidade e proporção de carboidratos (glicose/frutose) importam.
- O intestino do atleta de endurance sofre estresse crônico (hipóxia por desvio de fluxo sanguíneo, impacto mecânico da corrida), então cuidar do básico e planejar pausas entre ciclos ajuda a minimizar danos.
- Low carb pode existir como estratégia em períodos específicos (base/pré-ciclo), mas competir buscando performance alta sem carboidrato limita o “teto” de intensidade possível.
- Canetas emagrecedoras podem ser úteis em obesidade com orientação (dose baixa, manutenção de ingestão de qualidade e ajuste do treino), mas em atletas já magros a perda rápida é frequentemente contraproducente para força, VO2 e saúde.
Tópicos: Carboidrato e performance em esportes de endurance, Training the gut: adaptação intestinal e absorção de carboidratos, RED-S (deficiência energética relativa) e riscos da restrição crônica, Estratégias de nutrição em prova (géis, líquidos, sódio, timing), Canetas emagrecedoras (GLP-1) e impactos em atletas, Diferenças entre atleta profissional e amador (carga, descanso e contexto)
Citações
- “Eu acho que uma coisa que a gente tem que entender que endurance é nada mais é do que gestão de energia.” — Dra. Bárbara Silva
- “Pode, você consegue fazer uma maratona sem carboidrato, consegue. O qual que é o importante? o quanto você vai de intensidade fazer aquilo.” — Dra. Bárbara Silva
- “Fome é fisiológico, comer é social, tudo envolve comida.” — Dra. Bárbara Silva
- “Eu falo assim às vezes paraas pessoas, né, põe o relógio para despertar, porque na hora da na hora da prova você esquece lembrar, esquece.” — Host