Ep. 454 — #39 - Alemanha para triatletas e a gestão de carreira dos atletas: Rafael Turtera & Isa Quarterone
Como funciona a rotina de um triatleta de alto rendimento vivendo no coração da Europa? E o que acontece por trás dos panos nos contratos, patrocínios e na gestão de carreira dos profissionais do nosso esporte? No episódio de hoje, recebemos duas referências que unem a prática das pistas aos bastidores dos negócios no triathlon: o triatleta e treinador Rafael Turtera e a especialista em marketing e fundadora da Power Hub e Maratonista, Isa Quarterone. Parceiro do Café com Tri pra esse episódio: @seekdopa hosts: @sergiomagalhaes1 @betonitrini @wagner__41 @erikamagrisse produção: @stemmasports pauta & conteúdo: @cafecomtriathlon edição : @acqua_xtreme gravação: @studiostemma capa: @pedroc.jr #cafecomtri #stemma #triathlon #triatleta
Resumo
O episódio reúne Sérgio Magalhães e Beto Nitrini (com a participação do Vagner) para conversar com Isabela Quarteroni e Rafael Turtera sobre a vida de atletas e profissionais do triathlon que hoje moram na Alemanha. A conversa começa com o porquê da mudança: Isa recebeu uma oportunidade de trabalho na Puma Global e o casal acabou se estabelecendo em Nuremberg. A partir disso, eles comparam rotina, segurança, clima e infraestrutura para treinar dentro e fora do Brasil. O tom é bem descontraído, mas a discussão entrega aprendizados práticos sobre performance e sobre o "negócio" por trás do esporte. Na parte de treino e estilo de vida, os convidados destacam que a maior diferença não é “treino secreto europeu”, e sim base esportiva e ambiente. Na Alemanha, crianças ganham autonomia cedo e fa
Destaques
- A diferença de performance entre Brasil e Europa é menos sobre “método de treino” e mais sobre base: crianças já crescem inseridas no esporte, com autonomia e rotina ativa (pedalar para escola, centros comunitários, etc.).
- Segurança e previsibilidade urbana (ciclovias, parques, banheiros no percurso) aumentam consistência de treino — para mulheres, isso tem impacto direto na liberdade de correr/pedalar sem medo.
- Infraestrutura “melhor” não significa perfeita: em piscina pública pode haver conflito de uso de raias e horários com escolas, mostrando que até em países estruturados existem limitações práticas.
- No triathlon, muitos atletas ainda não têm profissionalismo comercial para negociar e entregar valor; existe um gap entre marcas com verba e atletas sem tempo/energia para planejar conteúdo e contrapartidas.
- Patrocínio em produto ainda é comum no Brasil; separar “parceria” de “patrocínio” é crucial para não lotar uniforme/posicionamento com marcas que não pagam e não sustentam a carreira.
- Viver 100% de patrocínio ainda é raro, mas possível com combinação de performance + narrativa + consistência; muitos atletas complementam renda com atividades no ecossistema (treino, assessoria, gestão).
- Conflitos potenciais (técnico e hub na mesma rede) são contornáveis com ética e separação de funções, como ocorre em outras áreas (nutrição atendendo múltiplos atletas concorrentes).
Tópicos: Vida e treino na Alemanha vs. Brasil (segurança, infraestrutura, clima), Formação de base esportiva e cultura europeia de esporte, Calendário e características de provas na Europa e no Brasil (Ironman/Challenge), Gestão de carreira e patrocínio de atletas: imagem, conteúdo e negociação, Economia do triathlon e sustentabilidade financeira do atleta profissional
Citações
- “Essa resposta é rápida de ser dita.” — Rafael Tortera
- “Eu saio de casa, eu atravesso uma rua, já tô numa ciclovia que eu vou 20 km, volto 20 km, faço o que eu quiser, não tenho o que reclamar, sabe?” — Rafael Tortera
- “Eu tinha seis patrocínios, quando eu migrei profissional deu seis meses, eu tinha um.” — Rafael Tortera
- “O patrocínio, muitos atletas a gente também tem que mostrar que no seu macaquinho, na sua roupa de competição, não vai um logo que não te paga, né, que te dê um produtozinho para você, que só te dê um produto.” — Isabela Quarteironi
- “A performance ela abre as portas, né? Mas a personalidade, a consistência e o profissionalismo mantém elas abertas.” — Sérgio Magalhães