Ep. 451 — #12 - A história das marcas de tênis chinesas: Parte 2 | stemma China
Episódio 2 continuação do programa de abertura do stemma China 🇨🇳 sobre as origens e história das principais marcas de tênis da China. stemma China 🇨🇳 é um Programa Original do @stemmasports (link do Episódio na Bio) sigam @stemma.china hosts: @fabiobessaaa & @cjgueiros gravação: @studiostemma edição: @bieell_barbosa & @gui_favotto123 capa: @pedroc.jr #stemmachina #stemma #china
Resumo
No episódio #12 (Parte 2), Fábio Bess e Carlos Gueiros dão continuidade ao panorama das grandes marcas esportivas chinesas e mostram como elas passaram de “oficinas OEM” a competidores globais. O fio condutor é a disputa por brand awareness dentro da China (contra Nike e Adidas) e, ao mesmo tempo, a necessidade de internacionalizar e tirar o estigma do “made in China” como sinônimo de cópia e baixa qualidade. A conversa percorre IPOs, patrocínios esportivos, aquisições e ciclos de inovação em produto — especialmente no basquete e, mais recentemente, na corrida. O episódio também conecta movimentos empresariais a políticas industriais e ao crescimento do consumo doméstico chinês. A história do fundador aparece principalmente pelo arco do Li Ning (o ginasta) e sua marca homônima, que buscou
Destaques
- A transição das marcas chinesas de OEM para marcas próprias exigiu vencer o estigma do “made in China” e enfrentar Nike/Adidas dentro do próprio mercado doméstico.
- IPO em Hong Kong (Li Ning 2004; Anta 2007; 361° e Peak 2009) foi alavanca crítica para financiar expansão, lojas, marketing e contratações esportivas.
- O caso Li Ning em 2008 é exemplo clássico de “marketing de emboscada”: mesmo sem o patrocínio oficial da Olimpíada, o fundador acendendo a tocha gerou impacto imediato no valor das ações e na marca.
- O “lago maldito” (2011–2013) mostra como sobreprodução + modelo de distribuição com atacado pode destruir valor quando há mudança brusca de posicionamento sem alinhamento com distribuidores.
- A Anta consolidou liderança ao executar melhor gestão de estoques e ao estruturar portfólio via aquisições (ex.: Fila China) dentro de uma lógica multimarcas e omnichannel.
- A validação por atletas (NBA e maratonas) é tratada como “atalho” de confiança: de Shaquille O’Neal e Kevin Garnett a contratações recentes como Jokic e iniciativas no running.
- A virada recente vem da tecnologia (superespumas e placas) e do Guochao, que transformou orgulho nacional em preferência de consumo, elevando a aceitação de design e inovação chinesa.
Tópicos: Evolução das marcas chinesas de esportes (Li Ning, Anta, Xtep, 361°, Peak), Patrocínios esportivos, NBA e Olimpíadas como estratégia de marca, IPO, expansão via franquias/distribuidores e o problema de estoques (“lago maldito”), Aquisições e estratégia multimarcas (Fila China, Amer Sports, Descente, Kolon), Inovação em tênis: superespumas, placas e corrida de rua/maratonas, Movimentos macro: Made in China 2025, Guochao e China Plus One
Citações
- “Então, uma série de desafios colocados e como que eles vão seguir nesses desafios daí pra frente.” — Fábio Bess
- “O impacto foi tão grande que as ações cresceram eh 3% só nesse dia da Lin de tão especial que foi esse momento.” — Fábio Bess
- “E esse período de 2011 a 2013 que os estoques foram muito grandes, ficou conhecido como é Damed Lake, que é lago maldito.” — Carlos Gueiros
- “Eles trocaram o slogan por make the change.” — Carlos Gueiros