Ep. 445 — #40 - Peso Ideal no Endurance: "Quanto Mais Leve Melhor" com Dr. Gustavo Cosenza | Café com Tri
Neste episódio conversamos com o Dr. Gustavo Cosenza, médico endocrinologista e atleta. Ele quebra o grande mito do "quanto mais leve melhor" e explica como a busca obsessiva pelo menor peso pode arruinar o seu rendimento e a sua saúde. Parceiro do Café com Tri pra esse episódio: @seekdopa hosts: @sergiomagalhaes1 @betonitrini @wagner__41 @erikamagrisse produção: @stemmasports pauta & conteúdo: @cafecomtriathlon edição : @acqua_xtreme gravação: @studiostemma capa: @pedroc.jr #cafecomtri #stemma #triathlon #triatleta
Resumo
O episódio #40 do Café com Tri discute a pergunta que quase todo atleta de endurance já se fez: “quanto mais leve melhor?” Serginho Magalhães, Beto Nitrini e Wagner (diretamente de Boulder) recebem o endocrinologista e médico do esporte Dr. Gustavo Cosenza, que também é corredor, ultramaratonista e triatleta. A conversa começa descontraída, mas rapidamente entra em pontos práticos sobre emagrecimento, composição corporal e como isso se relaciona (ou não) com performance. O foco central é desfazer a ideia simplista de que perder peso sempre melhora rendimento. Gustavo explica que a relação entre peso e performance passa por dados objetivos e acompanhamento longitudinal, e não por um “número mágico”. Ele defende avaliar composição corporal (biimpedância e, principalmente, densitometria para
Destaques
- A relação entre perder peso e performance não é linear: o alvo mais seguro é reduzir gordura preservando massa muscular, e isso precisa ser guiado por composição corporal, não só pela balança.
- Sinais de que o emagrecimento está atrapalhando: queda de HRV/recuperação, piora do sono, aumento da percepção de esforço, perda de massa muscular com ganho relativo de gordura e maior risco de lesão.
- Não existe “percentual de gordura ideal” universal para performance; o melhor critério é acompanhamento longitudinal e resposta individual ao treino (entrega da planilha, consistência e saúde).
- Periodizar o emagrecimento é crítico: a fase de maior déficit calórico deve ficar no começo do ciclo; perto da prova o foco muda para performance, recuperação e manutenção.
- Janela pós-treino importa: atrasar carboidrato e proteína após sessões intensas compromete recuperação e a capacidade de sustentar treinos de qualidade no dia seguinte.
- Jejum pode ser estratégia em treinos leves para alguns atletas, mas não serve para treino de intensidade/qualidade; performance em limiar e acima exige carboidrato disponível.
- Medicamentos como GLP-1/GIP (Ozempic/Wegovy/Monjaro) podem ser excelentes para perda de gordura quando há indicação metabólica, mas são inadequados para atletas já muito magros buscando pequenos ganhos estéticos.
Tópicos: Peso, composição corporal e performance no endurance, RED-S (baixa disponibilidade energética), lesões e marcadores de recuperação (HRV/sono), Periodização de emagrecimento vs. fase específica de prova, Nutrição esportiva: janela pós-treino, carboidrato por hora e treino intestinal, Jejum em treinos leves e limites fisiológicos em intensidade, Eletrólitos e medicamentos GLP-1/GIP (Ozempic/Wegovy/Monjaro) no contexto esportivo
Citações
- “a ideia é entender o emagrecimento como peida de gordura, mantendo massa muscular.” — Dr. Gustavo Cosenza
- “O atleta amador, ambicioso ali assim, o cara quer as os dois mundos. Ele quer tá bonito na foto, então ele tá quer tá rasgado e performando. Aí putz, não, muitas vezes não dá certo, né? Vai, vai dar merda.” — Dr. Gustavo Cosenza
- “treino é soberano.” — Wagner
- “não dá para ter emagrecimento se eu não tiver déficit calórico, né?” — Dr. Gustavo Cosenza