Ep. 395 — #63 - João Pedro Rossi: O Atual Campeão Brasileiro de Estrada | Na Roda do stemma com Gisele
Existem atletas que são conhecidos por uma característica muito específica. No caso do nosso convidado de hoje, durante muito tempo ele foi visto como um dos maiores especialistas em contrarrelógio do Brasil. Um atleta capaz de enfrentar quilômetros de sofrimento sozinho, contra o relógio, e entregar resultados impressionantes. Hoje ele é um dos grandes protagonistas do ciclismo brasileiro, defendendo a equipe Localiza Meoo / Swift Pro Cycling. Mas o ciclismo é um esporte que desafia rótulos. E este ano aconteceu algo curioso: justamente o especialista em contrarrelógio conquistou o maior título da estrada, tornando-se Campeão Brasileiro Elite de Estrada em 2026. João Pedro Rossi, seja muito bem-vindo ao Na Roda do Stemma. Já aproveita e se inscreve no nosso canal do stemma no YouTube e siga no Spotify na roda do stemma (Link na Bio!)! Host: @giselegasparotto Edição: @raw_distance & @gui_favotto123 Artes: @pedroc.jr Gravação: @studiostemma Apoio: @terabyteshop & @kingstonbrasil #stemma #stemmasports #narodadostemma #ciclismo
Resumo
O episódio traz uma conversa longa e bem pessoal entre Gisele e João Pedro Rossi, atual campeão brasileiro de estrada (2026) e um atleta que, por muitos anos, foi rotulado como especialista de contrarrelógio. Ele conta como entrou no ciclismo quase por acaso em 2016, aos 15 para 16 anos, mesmo vindo de uma família com loja de bike e, ironicamente, sem gostar de pedalar. A virada acontece quando ele experimenta a bicicleta, sofre nos primeiros 16–17 km e descobre a paixão que rapidamente vira rotina diária. A história destaca como resultados iniciais (como vencer um Paulista de contrarrelógio ainda no júnior) podem criar identidade esportiva e direcionar ambição. João detalha a transição difícil entre base, sub-23 e elite no Brasil, explicando a falta de uma “ponte” de competições e quilom
Destaques
- A paixão pode nascer de um começo improvável: João Pedro Rossi entrou no ciclismo sem gostar de bike, mas a repetição e a primeira experiência de “sofrer” no pedal criaram o vínculo que virou profissão.
- No Brasil, a transição da base para sub-23/elite é um gargalo: faltam volume, frequência e nível de competições como na Europa, tornando a adaptação física e mental mais dura.
- Performance em contrarrelógio é um jogo de detalhes (posição, aerodinâmica, coroas, cassete, pressão de pneu, leitura de percurso) e a consistência vem de ciclos longos de tentativa, frustração e ajuste.
- Títulos grandes também são frutos de tática e cultura de equipe: no Brasileiro de Estrada, a organização e a confiança interna permitiram que a estratégia mudasse do Avancini para o Rossi sem “racha”.
- Disciplina supera motivação: para atleta profissional, pedalar é trabalho; a mentalidade de que “o adversário está treinando” ajuda a sustentar consistência nos dias ruins.
- Projetos com estrutura e calendário internacional elevam o nível rapidamente: competir UCI fora do país muda a ambição (entrar para ganhar) e acelera aprendizado e pontuação rumo ao ciclo olímpico.
- Estabilidade financeira/institucional (como o PAAR/FAB) pode ser decisiva para o alto rendimento no Brasil, reduzindo incerteza e permitindo foco total no treinamento e competição.
Tópicos: Carreira e desenvolvimento de atleta no ciclismo brasileiro (base, sub-23, elite), Contrarrelógio: preparação, tecnologia, aerodinâmica e tomada de decisão, Estratégia e trabalho coletivo em equipes profissionais (gregários, tática de prova), Profissionalização do esporte via patrocínios e calendário UCI internacional, Mentalidade, disciplina e renúncias na vida de atleta, Programas de apoio institucional ao atleta (PAAR/FAB) e estabilidade de carreira
Citações
- “Comecei com 15 para 16 anos. Eh, não gostava de bike.” — João Pedro Rossi
- “Eu penso que eu tô perdendo dois treinos, na verdade, porque eu tô perdendo meu e meu adversário tá ganhando um, então já tô dois para trás.” — João Pedro Rossi
- “Eu falo, Gi, que a cabeça às vezes conta até mais que o que o próprio físico.” — João Pedro Rossi
- “Não, passar aquele aquela linha sozinho. Eu até coloco a mão na cabeça ali e já começo a chorar.” — João Pedro Rossi