Ep. 385 — #45 - Natação no Triathlon: Desafios e Oportunidades com Wanderley Santos | Café com Tri
Neste episódio, batemos um papo imperdível com o treinador Wanderley Santos sobre o calcanhar de Aquiles de muitos triatletas: a natação. Descubra as principais características desse treino específico, as maiores dificuldades enfrentadas na transição para as águas abertas e como transformar a modalidade em uma grande oportunidade de ganho de tempo na sua próxima prova. PEGUE O SEU CAFÉ E VEM COM A GENTE!!! Parceiro do Café com Tri pra esse episódio: @seekdopa hosts: @sergiomagalhaes1 @betonitrini @wagner__41 @erikamagrisse produção: @stemmasports pauta & conteúdo: @cafecomtriathlon edição : @acqua_xtreme gravação: @studiostemma capa: @pedroc.jr #cafecomtri #stemma #triathlon #triatleta
Resumo
O episódio abre com a dinâmica descontraída do Café com Tri e um “Café Amargo de Segunda” que foge do tema esportivo para denunciar a insegurança no Parque Bruno Covas, com relatos de assaltos a atletas e até roubo de alianças e relógios. Os hosts reforçam a importância de ambientes públicos seguros para treino e convocam a audiência a cobrar soluções. Em seguida, o papo muda para um tema que muitos triatletas evitam: a natação, tratada como o “patinho feio” do triathlon. A conversa já sinaliza o fio condutor do episódio: natação não é só volume, é estratégia, técnica e economia de energia para o resto da prova. Wanderlei Santos entra como convidado com um currículo extenso: treinador há mais de 25 anos, fundador da Yellow Cap Sport Club, líder de departamento aquático e também atleta mas
Destaques
- Natação no triathlon não deve ser tratada como “só volume”; sem técnica, ritmos e progressões bem prescritas, o atleta tende a estagnar mesmo aumentando carga.
- A integração entre técnicos (natação x triathlon) é decisiva para evitar concorrência de estímulos: identificar treinos-chave de corrida/bike e encaixar sessões fortes e regenerativas na água.
- Equipamentos (palmar, pé de pato, flutuador) devem ter função clara (força específica, perna, correção) e não servir como muleta para “bater tempo” em série principal.
- Trabalhar técnica perto da prova pode desestruturar o atleta; correções profundas e “treinar para treinar” precisam acontecer em fases mais distantes do evento-alvo.
- Educativos só geram evolução quando endereçam o erro real do nadador; repetir exercícios “clássicos” sem diagnóstico pode não mudar nada.
- Três falhas técnicas aparecem como mais comuns: cotovelo alto para tração, manutenção de apoio durante a respiração e controle de core/quadril para reduzir arrasto.
- Cadência e comprimento de braçada são individuais: para muitos amadores cansados em águas abertas, aumentar frequência pode sustentar deslocamento melhor do que buscar “abraçada longa” sem apoio.
Tópicos: Segurança em locais públicos de treino (Parque Bruno Covas) e impactos na comunidade esportiva, Periodização e integração de cargas entre natação, ciclismo e corrida no triathlon, Técnica de nado e diagnóstico: fase propulsiva vs fase resistiva e erros mais comuns, Uso de equipamentos (palmar, pé de pato, flutuador) e quando ajudam ou atrapalham, Estratégia de prova em águas abertas: cadência, braçada, contagem de braçadas e durabilidade, Testes e métricas na natação para prescrição: T400, zonas (A0-A3/AN3) e lactato
Citações
- “Pô, natação, se você já sabe girar braço e bater perna, é só dar volume, cara.” — Wanderlei Santos
- “O Palmar é para ser feito em alguma tem o objetivo, não é baixar tempo.” — Wanderlei Santos
- “Não é o que você não é qual exercício você tá fazendo, mas o para que você tá fazendo.” — Wanderlei Santos
- “Cara, você não tá, nós não vamos trabalhar sua técnica para você sair de 1 h1 para 1 hora na prova. É para você sair com 1 hora8, 1 hora6, mas inteiro melhor para pedalar.” — Wanderlei Santos
- “Se você dçada muito longa, se você não tá acostumado, você perde o apoio também.” — Wagner Espado