Ep. 384 — #64 - Quando mudar de caminho faz sentido: a Mariana por trás do microfone | Girls Who Run
Patrocínio: All Out Run - cupom GIRLSWHORUN Patrocinio: Ticket Sports - A sua próxima linha de chegada você encontra aqui Hoje o episódio é diferente: quem senta na cadeira de convidada é a própria Mariana Real. Depois de se formar em Direito e exercer a advocacia, ela percebeu que aquele caminho já não fazia mais sentido e decidiu começar de novo. Hoje, a Mari estuda Psicologia, trabalha com criação de conteúdo, é cofundadora do Girls Who Run e segue construindo uma carreira que mistura todas essas versões. Nessa conversa com a Marcella Fanti, a Mariana fala sobre a decisão de deixar o Direito, o medo de ter desperdiçado anos de formação, a sensação de estar atrasada profissionalmente e a pressão de fazer uma nova escolha dar certo. Ela também conta como a corrida atravessou esse processo, como começou a criar conteúdo e o que mudou em sua vida desde o nascimento do Girls Who Run. Um episódio sobre mudar de ideia, recomeçar e entender que nenhum caminho precisa ser definitivo. Porque, às vezes, seguir em frente também significa ter coragem de mudar de direção. 📲 Instagram: @girlswhorun.pod | Nossas Hosts: Ma Fanti @chefanti e Mari Real @ma.rianareal Episódio gravado no Estúdio: @estudioh.br | Produção: @stemmasports | Edição:Gabriel Barbosa #GirlsWhoRun #CorridaFeminina #MulheresQueCorrem #CorridaDeRua #Maratona #RunningPodcast #PodcastBrasileiro #MudançaDeCarreira #Recomeços #Psicologia
Resumo
O episódio especial inverte os papéis do Girls Run: Mariana Real vai para a cadeira de entrevistada e Marcela Fant conduz uma conversa íntima sobre identidade, coragem e mudança de rota. Sem convidada externa, o foco é revelar camadas menos óbvias da Mari — a mulher tímida, curiosa, disciplinada e com tendência a “abraçar o mundo” — e como essas características aparecem tanto na corrida quanto nas escolhas profissionais. A conversa amarra infância no interior, relação com esporte desde cedo e a construção de uma mentalidade de tentativa, erro e recomeço. No eixo central, Mariana detalha a trajetória no Direito (formatura em 2020 e atuação em tributário) e como a pandemia acelerou o choque entre rotina corporativa intensa e falta de identificação com o “jurídico”. Ela descreve a quebra de
Destaques
- A pandemia atuou como catalisador de mudança ao “tirar o social do trabalho” e expor se a atividade em si gera realização ou apenas ocupação.
- Mudar de carreira pode ser mais difícil quando “está dando certo por fora”; a coragem aqui é ajustar a rota mesmo com estabilidade aparente e aprovação externa.
- Transições sustentáveis costumam precisar de pontes: apoio emocional/financeiro, um plano de renda (ex.: manter o Direito) e espaço para descobrir como executar a decisão no caminho.
- Performance na corrida (e na vida) é construída com metas possíveis e progressivas; “baby steps” reduzem frustração e aumentam a chance de consistência.
- Criação de conteúdo pode virar uma “carreira portfólio”: amplia oportunidades e renda variável, mas exige limites de exposição e alinhamento com valores e ética profissional.
- Comparação com pares (amigos avançando na carreira) é um gatilho comum em recomeços; ressignificar sucesso como aderência a valores pessoais ajuda a sustentar a escolha.
- Ter uma válvula de escape recorrente (como a corrida) pode funcionar como âncora emocional durante períodos de alta carga e incerteza, preservando saúde mental e tomada de decisão.
Tópicos: Transição de carreira (Direito para Psicologia) e tomada de decisão, Efeitos da pandemia na saúde mental e no trabalho corporativo, Corrida como âncora emocional e construção de performance sustentável, Criação de conteúdo como profissão: oportunidades, renda e limites de exposição, Conceito de sucesso: intencionalidade, tempo e equilíbrio
Citações
- “o podcast foi a maior prova de que se você quer começar alguma coisa, começa mesmo sem saber.” — Mariana Real
- “Sucesso para mim seria primeiro eu parar de ficar pegando um monte de coisa, eh, e conseguir assim me dedicar bastante às coisas que eu realmente acho que fazem sentido para mim.” — Mariana Real
- “A gente não precisa carregar as oportunidades que a gente tem com uma dívida eterna.” — Mariana Real
- “No fundo, gente, eu sempre acredito que a gente sabe o que a gente quer.” — Marcela Fant