Ep. 360 — #64 - Milhares de quilômetros, centenas de histórias: Michel Bögli | Na Roda do stemma
Hoje, o entrevistado está acostumado a ocupar o outro lado da mesa. Há quase nove anos, Michel Bogli escuta atletas, campeões e grandes personagens do esporte no Endörfina. São centenas de episódios dedicados a revelar o ser humano por trás dos resultados. Mas antes de fazer perguntas, Michel construiu a própria história como atleta. Começou no polo aquático, foi triatleta profissional, representou a Seleção Brasileira, competiu duas vezes no Mundial de Ironman em Kona, atravessou os Estados Unidos na Race Across America e venceu a prova em dupla, percorrendo aproximadamente cinco mil quilômetros em pouco mais de sete dias. Também enfrentou provas de ultradistância, corridas de aventura e quatro edições consecutivas da Cape Epic. E este episódio tem um significado muito especial para mim: o Endörfina foi o primeiro podcast do qual participei como convidada. Michel foi uma das primeiras pessoas a me receber diante de um microfone para ouvir a minha história. Seja muito bem-vindo, Michel Bogli! Já aproveita e se inscreve no nosso canal do stemma no YouTube e siga no Spotify na roda do stemma (Link na Bio!)! Host: @giselegasparotto Edição: @raw_distance & @gui_favotto123 Artes: @pedroc.jr Gravação: @studiostemma Apoio: @terabyteshop & @kingstonbrasil #stemma #stemmasports #narodadostemma #ciclismo
Resumo
O episódio recebe Michel Bögli, fundador e host do podcast Endorfina, para uma conversa que vai muito além de performance: é sobre identidade, limites e escolhas. A host (Gisele) abre lembrando que foi a primeira entrevistada do Michel e puxa a linha do tempo do convidado como atleta, desde o polo aquático no Clube Pinheiros até o triatlo, aventura e, finalmente, o ciclismo de ultra distância. Michel conta como disciplina, sofrimento controlado e constância foram moldados cedo, e como a bicicleta sempre apareceu como seu “lugar natural”. Ao longo do papo, fica claro que o esporte foi a linguagem que ele usou para entender o próprio comportamento e atravessar fases distintas da vida. Michel descreve a transição do polo aquático para o triatlo como “suave”, impulsionada pela curiosidade e p
Destaques
- Disciplina e tolerância ao desconforto aprendidas cedo (polo aquático) viraram base para endurance e para a forma como Michel encara trabalho, família e escolhas.
- O “friozinho na barriga” é um termômetro de sentido: quando a competição vira rotina sem emoção, é sinal de que a relação com o esporte precisa mudar.
- Ultra distância é mais sobre vontade e resiliência do que sobre treino perfeito; no RAAM surgem problemas imprevisíveis (pescoço, assaduras, mãos inchadas, sono) que não aparecem em treinos longos isolados.
- Saber parar também é maturidade: há momentos em que insistir não é bravura, é risco — e o limite não é só físico, mas de vida (família, trabalho, saúde).
- A mentalidade vencedora em provas extremas inclui aceitar a “baixa total” e confiar que o momento ruim passa, mantendo a consistência para cumprir o corte de tempo.
- O Endorfina se consolidou ao priorizar histórias humanas e diversidade de perfis, não apenas títulos; o esporte é o fio condutor, mas o foco é a pessoa por trás.
- Envelhecer bem no esporte exige substituir julgamento por compreensão: respeitar estilos diferentes e reduzir impulsividade, sem abrir mão de segurança (como evitar estrada por medo de atropelamento).
Tópicos: Trajetória esportiva de Michel Bögli (polo aquático, triatlo, aventura e ultra ciclismo), Race Across America (RAAM): preparação, organização e fatores críticos de performance, Limites, saúde e a cultura da superação no esporte amador, Criação e evolução do podcast Endorfina: propósito, formato e curadoria de convidados, Envelhecimento no esporte: tolerância, segurança e mudança de mentalidade
Citações
- “eu descobri que eu tava indo para as competições meio sem emoção.” — Michel Bogli
- “É uma prova que você tem que largar sem ter certeza de que você está preparado.” — Michel Bogli
- “se as pessoas forem autênticas consigo mesmas, seja qualquer coisa que elas estejam fazendo de esporte, é a melhor maneira de você ter o seu próprio, o seu próprio freio, o seu próprio discernimento, se você está indo além ou não.” — Michel Bogli
- “A hora que você chega numa relação sua com a modalidade que você pratica num nível de maturidade x, você até pode parar, né, igual agora eu fui tirar férias, eu viajei, fiquei 10 dias sem fazer nada.” — Michel Bogli
- “o importante é que o esporte não saia de você.” — Michel Bogli