Ep. 358 — #47 - A ressaca pós-prova: por que ela acontece e como superá-la? Eduardo Braz | Café com Tri
Recebemos Eduardo Braz para falar da dificuldade que muitos atletas tem de retomar os treinos depois de um grande objetivo. Isso é normal? O que esta acontecendo? PEGUE O SEU CAFÉ E VEM COM A GENTE!!! Parceiro do Café com Tri pra esse episódio: @seekdopa hosts: @sergiomagalhaes1 @betonitrini @wagner__41 @erikamagrisse produção: @stemmasports pauta & conteúdo: @cafecomtriathlon edição : @acqua_xtreme gravação: @studiostemma capa: @pedroc.jr #cafecomtri #stemma #triathlon #triatleta
Resumo
O episódio #47 do Café com Tri (Fintech Makers) reúne Beto Nitrine e Wagner Espadoto para conversar com o treinador Eduardo Brazi, da ID Endurance, sobre um tema recorrente no endurance: a “ressaca pós-prova” (ou “baby blues”) depois de grandes objetivos como Ironman e maratona. Eles exploram por que, mesmo quando o atleta vai bem, é comum surgir uma queda de motivação, um vazio de rotina e uma dificuldade real de retomar os treinos. A conversa traz exemplos pessoais (inclusive a “ressaca desde 2011”) e mostra como a sensação pode ser tanto psicológica quanto fisiológica. O Brás detalha que esse pós-prova mistura luto, desequilíbrio e sobrecarga: durante a preparação, muita gente concentra 80–90% da vida em torno da prova e “fica em dívida” com trabalho, família e relações. Ao acabar, vem
Destaques
- A “ressaca pós-prova” é multifatorial: envolve aspectos psicológicos (luto, perda de rotina/identidade) e fisiológicos (impacto endócrino e fadiga sistêmica), especialmente em ultraendurance.
- O vale de motivação e energia frequentemente aparece entre a 2ª e a 4ª semana após a prova; muitos atletas se enganam ao achar que “na primeira semana já dá para voltar” e depois despencam.
- Desequilíbrio no ciclo (treino dominando vida social, família e trabalho) aumenta o risco de baby blues; o pós-prova vira um período de “pagar dívidas” com outras áreas da vida.
- Alinhamento de expectativa e realidade reduz frustração: metas baseadas em comparação com pares e a crença em “PR infinito” geram sofrimento, decisões ruins e, em alguns casos, abandono do esporte.
- Erro comum pós-prova: não respeitar recuperação e emendar objetivos grandes, o que pode levar a overreaching, doença e lesões (ex.: fratura por estresse após ciclo contínuo).
- Repetir a mesma prova pode melhorar performance pela familiaridade e pelo “governador central” (dosagem, percurso, percepção de esforço), desde que exista recuperação adequada e planejamento de longo prazo.
- O treinador também sofre “ressaca”: há estresse emocional elevado ao cuidar de muitos atletas; uma pausa curta para avaliação do ciclo ajuda a manter consistência e prontidão para a próxima temporada.
Tópicos: Ressaca pós-prova (baby blues) em Ironman e maratona, Recuperação física vs. recuperação psicológica no endurance, Alinhamento de expectativas, comparação social e metas realistas, Longevidade esportiva e riscos de overtraining/overreaching, Repetição de provas, aprendizagem de execução e performance, Pressão emocional e gestão do pós-prova para treinadores
Citações
- “Eu fiz o Aeroma em 2010, entrei numa no baby blues, nunca mais saí.” — Eduardo Brazi
- “Eu acho que a palavra de ordem da de um ciclo de preparação é equilíbrio.” — Eduardo Brazi
- “Você, todas as provas que você vai fazer PR, em algum momento da sua vida, vai ter um declínio.” — Eduardo Brazi
- “segunda-feira se você ganhar a prova, se você chegar em último, o boleto vai tá lá, ele não vai, ai, nossa, gan elimina esse boleto.” — Eduardo Brazi
- “Eu colocaria supositórios de realidade.” — Wagner Espadoto