Ep. 260 — EP.260 - A potência marroquina na corrida: Jamal Soufane | stemma podcast
Episódio especial gravado em Porto Alegre na NB42k com o marroquino mais brasileiro que conhecemos: @jamalsoufane 🇲🇦 🇧🇷 Da origem humilde no interior do Marrocos aos asfaltos das principais maratonas do Mundo. Conheça a história do @jamalsoufane, um dos melhores maratonistas amadores de sua faixa etária! Descubra como o seu sonho de ser um diplomata e o estudo árduo o trouxeram até o Brasil, especificamente Fortaleza, onde constitui não só a sua família mas conquistou os brasileiros. Um episódio sobre destino, esforço, estudos e corrida, muita corrida! Episódio completo já disponível em nossas plataformas! (Links na Bio) Hosts: @fabiobessaaa & @thikawamura Esse conteúdo foi produzido com o suporte de: @z2performance @terabyteshop @kingstonbrasil @ticket.sports @oakleybr Gravação: @studiostemma Edição: @bieell_barbosa & @gui_favotto123 Arte: @pedroc.jr #stemma #stemmapodcast #stemmasports #jamalsoufane
Resumo
O episódio traz Fábio Bessa e Thiago Calmo conversando com Jamal Soufane em um cenário especial: a New Balance 42K em Porto Alegre. A abertura passa por bastidores do evento e recados de patrocinadores, mas rapidamente mergulha no que torna Jamal uma figura única: um marroquino radicado no Brasil que virou referência no running e usa o esporte como lente para falar de cultura, identidade e mentalidade. A conversa começa com Copa do Mundo e a ansiedade pelo jogo Marrocos x França, usando o futebol como metáfora para a ascensão e autoestima de países africanos no palco global. Jamal conta sua trajetória com forte componente de “destino”: no Marrocos, criou um projeto educacional/cultural (Tolerance School) e recebeu uma brasileira que o convidou para palestrar na UFC, em Fortaleza. A experi
Destaques
- Futebol, para Jamal, é reflexo de mentalidade e desenvolvimento nacional: a seleção marroquina representa uma África que quer ser vista como potência e não como “surpresa”.
- Mudanças de país e ambiente podem reprogramar hábitos rapidamente; a adaptação ao Brasil trouxe encantamento, mas também excessos que exigiram uma decisão consciente de mudança.
- A virada de saúde e performance começou com intervenções simples e sustentáveis: comida feita em casa, cortar industrializados, reduzir açúcar e limitar álcool durante a semana.
- Para maratona em alta performance, volume é necessário, mas não pode vir sem base de sono e alimentação; sem recuperação, o treino vira risco e não progresso.
- Treino é individual e precisa respeitar o contexto (clima, rotina, sono): em Fortaleza, Jamal evita certos estímulos (ex.: tiros/VO2) para não perder recuperação.
- Aprendizado em prova (hidratação, eletrólitos, pacing) e pós-lesão molda a maturidade esportiva; a dor de ‘quebrar’ em Curitiba e a lesão após Barcelona ensinaram limites.
- Rivalidade saudável e comunidade (como a amizade com Moroni) aumentam motivação, trazem repertório estratégico e tornam o processo mais sustentável e divertido.
Tópicos: Trajetória de imigração Marrocos-Brasil e choque cultural, Construção de performance em maratona (treino, volume, sono e alimentação), Treinar e competir em clima quente (Fortaleza) e estratégias de recuperação, Rivalidade/amizade com Moroni e desafios em majors, Copa do Mundo, identidade marroquina e mentalidade de crescimento
Citações
- “O que vocês vê, vocês vem no futebol ou enxergam na seleção marroquina é exatamente o que está acontecendo dentro do Marrocos, em todos os outros setores, o que está acontecendo na mentalidade marroquina barra africana, entendeu?” — Jamal Soufane
- “Não há uma maratona na alta performance sem ter o certo volume, tá?” — Jamal Soufane
- “Se tu falhar, você, se tu repetir o ano, não tem como pagar dois anos seguidas e aluguel, comida, essas coisas.” — Jamal Soufane
- “Cara, eu não confio mais nele, bicho.” — Jamal Soufane