Ep. 989 — #06 - Alexandra Real e João Guilherme Lau - Procuradores Desportivos | Na Roda do Stemma
Procuradores Desportivos - Alexandra Real e João Guilherme Lau | na roda do stemma com Gisele Gasparotto Nesse episódio de hoje @giselegasparotto recebe para um bate papo interessantíssimo @xanda9personal, Advogada e Procuradora Geral do Comitê Paralimpico Brasileiro que além de atleta de ciclismo de ultra distância e remo olímpico é ainda treinadora de ciclismo e preparadora física e seu companheiro @joao_guilherme_lau, Advogado, Procurador Geral da Justiça Desportiva Antidopagem, Sócio de Gonçalves, Arruda & Gonçalves - Sociedade de Advogados, profissional de Educação Física. Já aproveita e se inscreve no nosso canal do stemma no YouTube e siga no Spotify na roda do stemma (Links na Bio!)! Host: @giselegasparotto Edição: @acqua_xtreme Artes: @pedroc.jr Gravação: @estudioh.br Redes: https://www.instagram.com/stemmasport/ Edição: Gabriel Barbosa https://www.instagram.com/acqua_xtreme/ INSCREVA-SE NO CANAL! [Cupons e promoções em funcionamento até a publicação do video]
Resumo
O episódio mergulha no sistema antidopagem no Brasil e no mundo a partir de uma conversa com Alexandra Real e João Guilherme Lau, dois nomes com atuação direta na educação, investigação e acusação dentro do ecossistema antidoping. Eles explicam, com exemplos práticos, como funciona a engrenagem que vai da inteligência e coleta de amostras até a gestão de resultados e, por fim, o tribunal — onde João atua oferecendo denúncias. Ao longo do papo, os hosts também exploram por que o tema “explodiu” no ciclismo amador e como a visibilidade, patrocínios e redes sociais mudaram os incentivos. O resultado é uma aula sobre regras, riscos e cultura esportiva, com um recado claro: o sistema tem etapas e garantias, mas a responsabilidade final é sempre do atleta. A história e o contexto profissional d
Destaques
- O processo antidopagem pode ser entendido em três fases: inteligência/testes (ABCD), gestão de resultados (ABCD) e, por fim, tribunal/procuradoria (onde João atua denunciando infrações).
- A independência entre inteligência/coleta e a fase de acusação/julgamento é central para não “macular o sistema” e garantir audiência justa, contraditório e ampla defesa.
- Após 2016, com mudanças legais e risco de não conformidade, a ABCD ganhou mais centralidade (testes e gestão), o que ajuda a explicar a ampliação de atuação inclusive sobre atletas amadores e provas não federadas.
- No ciclismo amador, dopagem pode ter incentivo econômico via visibilidade e patrocínios em redes sociais; para alguns, isso pode ser mais rentável do que a carreira profissional tradicional no Brasil.
- Organizadores de provas (federadas ou não) podem solicitar testagem com antecedência; além disso, a ABCD pode agir por inteligência e denúncias, mas precisa priorizar por limites logísticos e verba pública.
- Reposição hormonal e outras substâncias podem configurar violação se forem proibidas; não existe “dose mínima” para justificar, e o caminho correto é buscar AUT quando há necessidade médica real.
- O atleta é responsável por tudo que ingere, inclusive risco de contaminação e prescrições médicas; ferramentas como o “cheque jogo limpo” ajudam a checar medicamentos e reduzir erro.
Tópicos: ABCD, Justiça Desportiva Antidopagem e fases do processo, Dopagem no ciclismo amador e incentivos econômicos (Instagram, patrocínios, provas), Regras do Código Mundial Antidopagem, sanções e não conformidade, AUT (Autorização de Uso Terapêutico), reposição hormonal e responsabilidade do atleta, Denúncia, inteligência, logística de testagem e papel de organizadores de eventos
Citações
- “Tudo que não é o seu corpo que produz, que você põe de fora para dentro, não existe.” — Alexandra Real
- “O sistema mundial de topagem, ele tem que ser visto e de forma apartada do sistema federativo. A independência e a autonomia, ela deve ser imperativa.” — João Guilherme Lau
- “Não tem dose mínima, né? botou de fora para dentro é é proibido, entendeu?” — Alexandra Real
- “O atleta é responsável por absolutamente tudo aquilo que ingere e tudo aquilo que ele faz, né?” — João Guilherme Lau