Ep. 985 — #07 - Michel Farah - Paisagista, CEO da Farah Services | Na Roda do Stemma
Ep.7- Ciclovia do Rio Pinheiros: Michel Farah | na roda do stemma com Gisele Gasparotto Nesse episódio de hoje @giselegasparotto recebe como convidado o @michelfarah da @farah.service para uma conversa sobre a administração da Ciclovia do Rio Pinheiros que, além de ser a queridinha dos paulistanos, é também a maior ciclovia linear do Brasil! Já aproveita e se inscreve no nosso canal do stemma no YouTube e siga no Spotify na roda do stemma (Links na Bio!)! Host: @giselegasparotto Edição: @acqua_xtreme Artes: @pedroc.jr Gravação: @estudioh.br Redes: https://www.instagram.com/stemmasport/ Edição: Gabriel Barbosa https://www.instagram.com/acqua_xtreme/ INSCREVA-SE NO CANAL! [Cupons e promoções em funcionamento até a publicação do video]
Resumo
O episódio recebe Michel Farah (Fará), fundador e CEO da Farah Services, para explicar como a Ciclovia do Rio Pinheiros e o Parque Bruno Covas deixaram de ser áreas pouco usadas e passaram a funcionar como espaços de mobilidade, lazer e treino. Ele reconstrói a linha do tempo desde a criação da ciclovia em 2010, a adoção efetiva em fevereiro de 2020 e os choques iniciais: uma enchente que destruiu a estrutura e, logo depois, a pandemia. A conversa mostra que o “produto” não era apenas infraestrutura, mas convivência entre ciclistas, concessionárias e trabalhadores do local. O resultado aparece em métricas e percepção pública: de cerca de 10 mil passagens para mais de 400 mil (até 470 mil) por mês, somando ciclovia e parque. Farah descreve um modelo de gestão que depende de coordenação com
Destaques
- O principal gargalo não era infraestrutura, mas convivência: alinhar concessionárias, ciclistas, pessoas com deficiência e trabalhadores foi o que destravou melhorias e uso em escala.
- Presença e canal de resposta mudam a dinâmica: quando surgiu alguém para ouvir e responder, a agressividade reduziu e as reclamações viraram insumo de gestão.
- A estratégia de “lotar para priorizar” funciona como mecanismo político-orçamentário: mais uso gera mais justificativa para investimento público e acelera obras estruturais (ex.: gabiões).
- Acessibilidade foi motor de decisão impopular: remover lombadas visou principalmente bikes adaptadas e pessoas com deficiência, apesar da crítica de que seria para aumentar velocidade.
- Segurança depende de dados e integração: falta de CEP e estatística distorce alocação policial; a proposta de pontos numerados e câmeras integradas visa corrigir isso.
- Modelo econômico defendido é não cobrar do usuário e usar patrocínios/ativação, preservando preços populares e evitando “preço de aeroporto” em áreas públicas.
- Possível monetização “justa” seria por janela premium (4h–5h30) para treino de alta performance, incluindo infraestrutura dedicada (ambulância, iluminação, segurança) sem cobrar do uso comum.
Tópicos: Gestão e transformação da Ciclovia do Rio Pinheiros, Parcerias público-privadas, patrocínios e modelo de receita em espaços públicos, Convivência, regras de uso e conflitos entre perfis de ciclistas, Segurança urbana, estatísticas de ocorrência e monitoramento por câmeras, Obras do metrô/monotrilho e impactos na continuidade da ciclovia, Acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência no desenho do espaço
Citações
- “Ele chega no teu escritório 10 minutos antes. Para mim é a melhor pessoa de logística que existe no mundo.” — Michel Farah
- “A gente conta quem entra, quem sai.” — Michel Farah
- “Eu sou totalmente avesso a esse tipo de cobrança, a esse tipo de cobrança, mas eu não acho que tá errado quem tá fazendo.” — Michel Farah
- “Zonas compartilhadas entre pedestres e ciclistas na ciclovia. É sobrado.” — Michel Farah