Ep. 980 — #08 - Carla Gutilla - do IRONMAN ao L’Étape | Na Roda do Stemma
🎙️Ep.8- Carla Gutilla: Advogada & Ciclista - na roda do stemma com Gisele Gasparotto Nesse episódio de hoje @giselegasparotto recebe como convidada a @carlaguttilla pra um bate papo sobre carreira e esportes! @carlaguttilla desde muito cedo já mostrava uma performance muito alta no triathlon entregando resultados incríveis como uma 2ª colocação na sua categoria no Mundial de IRONMAN em Kona - Havaí 🇺🇸 🌸. Hoje ela encontra no ciclismo o equilibro entre perfomance e sua carreira como advogada e conta um pouco mais da sua história nesse episódio incrível! Já aproveita e se inscreve no nosso canal do stemma no YouTube e siga no Spotify na roda do stemma (Links na Bio!)! Host: @giselegasparotto Edição: @acqua_xtreme Artes: @pedroc.jr Gravação: @estudioh.br #stemma #stemmasports #narodadostemma #ciclismo #bike #ciclista #giselegasparotto Redes: https://www.instagram.com/stemmasport/ Edição: Gabriel Barbosa https://www.instagram.com/acqua_xtreme/ INSCREVA-SE NO CANAL! [Cupons e promoções em funcionamento até a publicação do video]
Resumo
Neste episódio do Na Roda do Stemma, o host Gi recebe Carla Gutilla, advogada e atleta amadora que vem chamando atenção no ciclismo de estrada após vitórias no L’Étape Cunha e no Giro d’Italia amador. A conversa começa pela trajetória esportiva: natação desde criança, corrida na adolescência e a entrada no triathlon aos 16 anos, muito influenciada por alguém próximo e pelo “pacote” de modalidades que o tri exige. Carla descreve como, mesmo jovem, encontrou um caminho de treinos e grupo no clube, mas sempre conciliando com estudos e trabalho, o que já moldava sua relação intensa com performance. O ponto de virada aparece quando ela detalha a experiência com o Ironman: sete provas, resultados fortes (como o 2º lugar na categoria 18–24) e também um histórico de lesões e desgaste. O triathlon
Destaques
- A transição do triathlon para o ciclismo foi motivada menos por falta de amor ao esporte e mais por falta de equilíbrio: o tri exige logística, tempo e recuperação difíceis de sustentar em paralelo a uma carreira corporativa.
- Resultado forte não elimina risco de burnout: Carla fez sete Ironmans, frequentemente lesionada, e percebeu que insistir em ciclos repetidos de dor e desgaste não era sustentável.
- Ciclismo “gourmet” (longos com montanha e descidas) e ciclismo ranqueado (circuito curto com arrancadas e estratégia de equipe) pedem estímulos físicos e habilidades táticas diferentes; treinar para um formato não prepara para o outro.
- A autocobrança é inerente a esportes competitivos, mas para amadores o treino precisa ser uma escolha consciente e um espaço de prazer, não uma obrigação que gera mau humor e frustração.
- O acúmulo de treino + trabalho impacta cognição e tomada de decisão (esquecimentos, distrações) e aumenta chance de adoecer; descanso e alimentação são parte do desempenho.
- Há paralelos diretos entre esporte e carreira: ambos exigem paciência, construção de experiência, insistência e alocação correta de energia ao longo do tempo.
- Em ambientes masculinizados, confiança e postura contam, mas ainda surgem vieses explícitos, especialmente no contexto internacional; o reconhecimento muitas vezes vem acompanhado de suposições indevidas.
Tópicos: Transição do triathlon para o ciclismo e busca de equilíbrio, Disciplina, autocobrança e sustentabilidade de performance para amadores, Diferenças entre provas ranqueadas (circuito/estratégia) e provas de longa/montanha, Carreira na advocacia, paciência de longo prazo e paralelos com esporte, Mulheres em ambientes masculinizados: vieses, confiança e evolução do pelotão feminino
Citações
- “a gente treina como profissional, lógico, mas a gente não é profissional, né?” — Gi
- “se você não para, o corpo te para, uma hora ou outra a conta chega.” — Carla Gutilla
- “Meu, tem que ser um momento feliz da sua vida porque se não for, ferrou.” — Carla Gutilla
- “Eu tenho que fazer 3 horas de treino, mas vou pedalar, eu tenho que pedalar 3 horas, depois eu tenho que correr 2 horas e daí a pessoa já chega no treino com aquela cara de infeliz.” — Carla Gutilla