Ep. 975 — #09 - Marcella Toldi - Ciclista, Treinadora | Na Roda do Stemma
Marcela Toldi: Ciclista & Treinadora - na roda do stemma com Gisele Gasparotto Nesse episódio de hoje @giselegasparotto recebe como convidada a @marcellatoldi, grande nome no ciclismo brasileiro transitando com habilidade entre diferentes modalidades ao longo da sua carreira e com títulos importantes na bagagem como o @brasilride e participações no World Tour! Já aproveita e se inscreve no nosso canal do stemma no YouTube e siga no Spotify na roda do stemma (Links na Bio!)! Host: @giselegasparotto Edição: @acqua_xtreme Artes: @pedroc.jr Gravação: @estudioh.br #stemma #stemmasports #narodadostemma #ciclismo #bike #ciclista #giselegasparotto
Resumo
O episódio #09 do Fintech Makers (Na Roda do Stemma) recebe Marcella Toldi (a “Mate”), ciclista e treinadora com trajetória que passa por corrida de aventura, mountain bike, estrada, pista, triathlon e até gravel. A conversa começa costurando a motivação por trás de competir: não apenas pódios e troféus, mas o que o esporte revela “por dentro”, como resiliência, autoconhecimento e a capacidade de traçar paralelos com a vida. A host também apresenta a dimensão comunitária do ciclismo no Brasil, trazendo a ideia de que o esporte é um ecossistema de pessoas, equipes e cultura. Ao longo do papo, Mate mostra como a relação com o pelotão mudou internamente: de medo, quando chegou ao alto nível, para prazer em estar dentro da dinâmica. Mate relembra a virada para o ciclismo de estrada por volta
Destaques
- Correr no exterior (especialmente clássicas) exige mais do que “números”: técnica, conforto no pelotão, capacidade de sair de fila e domínio de múltiplas janelas de esforço ao longo de um percurso dinâmico.
- A evolução do ciclismo feminino vem de maior cobertura, acesso à informação e entrada de recursos; isso aumenta a competitividade, endurece as corridas e reduz a previsibilidade dos resultados.
- Modalidades são complementares: pista acelera aprendizado técnico (controle da bike, torque, esforço sem freio) e transfere ganhos para estrada e MTB; gravel tende a ser uma derivação que aproveita o repertório das outras.
- Para amadores com pouco tempo, qualidade e intensidade (janelas curtas de 30s a 2min/10min) e técnica (sprint, pedalar em pé, pilotagem) podem gerar mais retorno do que buscar apenas volume.
- Apego a volume pode ser um erro para atletas com base: reduzir horas permite treinar melhor as janelas intensas que realmente fazem diferença em corrida e evita fadiga crônica.
- Longevidade esportiva depende de motivação interna e “diversão no processo”; competir apenas por validação externa (pódio/troféu) tende a levar à frustração e abandono.
- Comunidade importa: relações, participação e entendimento do ecossistema (equipes, treinadores, confederação, provas) abrem caminhos e sustentam a jornada mais do que métricas isoladas.
Tópicos: Transição de modalidades (aventura, MTB, estrada, pista, gravel) e complementaridade técnica, Experiência internacional no ciclismo profissional (clássicas, dinâmica de pelotão, exigências), Treinamento: volume vs intensidade, janelas de potência, técnica e rotina com pouco tempo, Evolução do ciclismo feminino: dinheiro, cobertura, imprevisibilidade e endurecimento das corridas, Comunidade e ecossistema do esporte no Brasil (equipes, base, projetos, cultura), Longevidade esportiva, motivação interna, descanso e saúde
Citações
- “Muito legal competir. Por quê, né? Porque é legal subir no pódium e pegar trofeuzinho, mostrar que você tem valor ou é porque, cara, a exploração é um negócio muito legal e que você vai descobrindo internamente vários recursos você nem sabia que você tinha, vai construindo resiliência.” — Mati
- “Então, pode ser na comunidade dele, depois no estado, depois no país continental para daí pensar em internacional.” — Mati
- “A principal fonte de de evolução vai ser a motivação interna.” — Mati
- “Treinando bem menos. Bem menos volume.” — Mati
- “Rodar com atletas mais fortes como forma de evolução. O que que você pensa? Ai cara, eu acho que isso aí sobrado, porque é, não sei, eu acho que não é por aí.” — Marcela