Ep. 961 — #12 - Médica do Esporte - Gabi Togni - Na Roda do Stemma
Carboidrato: por que ele é o combustível da sua perfomance? Dra Gabi Togni - na roda do stemma com Gisele Gasparotto Quando você pensa em carboidratos, o que sente? Culpa? Medo? Amor proibido? Eu já passei por tudo isso - até conhecer a @dragabitogni . Médica do esporte, triatleta, Dra Gabi me ajudou a mudar completamente a minha relação com o carbo. E no espisódio de hoje a gente vai falar o que ele realmente é: combustível. Porque não existe performance sem energia. E energia sem carbo é mito! @dragabitogni é medica do esporte, formada pela UNIFESP, com pós-graduação em nutrologia e especialista em performance fisica e mental. Ela cuida de atletas de alto rendimento mas também acompanha pessoas que buscam melhorar seu estilo de vida com consciência, equilibrio e saúde de verdade! Já aproveita e se inscreve no nosso canal do stemma no YouTube e siga no Spotify na roda do stemma (Links na Bio!)! Host: @giselegasparotto Edição: @acqua_xtreme Artes: @pedroc.jr Gravação: @estudioh.br #stemma #stemmasports #narodadostemma #ciclismo #bike #ciclista #giselegasparotto
Resumo
O episódio traz uma conversa profunda entre Gisele e a Dra. Gabi Togni, médica do esporte e nutrologista, para desmistificar o papel do carboidrato na saúde e na performance. A entrevista parte da própria vivência das duas no endurance: Gisele como ciclista que conviveu com dietas restritivas e a culpa alimentar, e Gabi como triatleta recém-finisher de um Ironman. Ao longo do papo, elas colocam a performance como uma consequência direta de energia disponível, e não de “força de vontade” para restringir comida. O tom é didático e pragmático, com analogias simples para explicar fisiologia e escolhas nutricionais no dia a dia e em treinos longos. A história da convidada passa por uma relação antiga com esporte, inicialmente impulsionada por pressão familiar e depois por motivação estética, c
Destaques
- Para performance, carboidrato é o combustível principal para intensidades moderadas/altas; gordura sustenta esforço mais leve, mas limita ritmo e qualidade do treino.
- Cortar carboidrato gera perda rápida de peso por água/glicogênio (cada grama de glicogênio carrega ~3–4 g de água), o que cria a falsa impressão de emagrecimento e alimenta o mito do carbo como vilão.
- O problema mais comum em atletas recreativos é baixa disponibilidade energética: a pessoa treina forte, come pouco (especialmente pouco carbo) e passa o resto do dia sem energia, com pior recuperação, mais lesões e, em homens, até queda de libido.
- O timing importa: para provas longas, chegar com o “tanque cheio” (estoque de glicogênio) é determinante; intra-treino é manutenção para poupar glicogênio, não solução para tanque vazio.
- Quantidade de carboidrato deve ser individualizada por objetivo, volume e intensidade; a convidada cita faixa de 3 a 12 g/kg/dia e sugere que, para quem treina regularmente, ficar muito abaixo de 3 g/kg/dia tende a prejudicar.
- Restrições rígidas aumentam chance de compulsão e desejo por doces; aumentar carbo e reduzir excesso de gordura pode estabilizar energia e reduzir episódios de compulsão em quem treina bastante.
- Suplementos com melhor evidência citados: cafeína, beta-alanina, nitrato, bicarbonato e creatina; porém só fazem sentido quando treino e alimentação já estão bem ajustados e o uso deve respeitar fase e objetivo.
Tópicos: Carboidratos, glicogênio e performance no endurance, Emagrecimento vs performance e déficit calórico, Culpa alimentar, compulsão e relação com comida em atletas, Timing nutricional (pré, intra e pós-treino/prova), Avaliação médica pré-participação e exames cardiológicos, Suplementação com evidência (cafeína, creatina, beta-alanina, nitrato)
Citações
- “Se você tem que ter medo de comer alguma coisa, é gordura, não é carboidrato.” — Dra. Gabi Togni
- “Milagre é manter o seu tanque cheio por quanto você quer rodar.” — Dra. Gabi Togni
- “Férias da bike não é férias da saúde.” — Gisele
- “Água com limão e jejum para limpar organismo. Isso daí. Não é nem depende, isso daí é tchau.” — Dra. Gabi Togni