Ep. 910 — #17 - No corre na maternidade, na carreira e nas pistas, com Júlia Dandara | Girls Who Run by Stemma
Já falamos diversas vezes por aqui que a corrida vai muito além de pace e metas, que esse esporte é sobre encontrar um respiro no meio do caos da rotina. Principalmente quando a vida envolve maternidade, carreira e tantas outras responsabilidades. E tá tudo bem a gente não dar conta de tudo sempre. Às vezes a gente se sente exausta, questiona se vai dar conta... E é sobre isso o episódio de hoje. Sobre se reinventar, conciliar e seguir em movimento — mesmo quando tudo parece puxado. Para falar sobre esse tema recebemos a Júlia Dandara. Corredora, mãe, advogada especialista em direito bancário e uma mulher que mostra na prática que é possível se cuidar enquanto cuida de tanta coisa ao mesmo tempo. Inscreva-se no canal @stemmasports no youtube, e siga o Girls Who Run no Spotify e no Instagram! Hosts: Mari Real @ma.rianareal e Marcella Fanti @chefanti Patrocinio: @luposportoficial - GIRLSWHORUN10 para adquirir a meia do corredor e outros produtos com desconto (link: https://www.lsport.com.br/espaco-corredor?utm_source=pod-girls-who-run ) Apoio: bom bowls - cupom girlswhorun Estúdio: @estudioh.br Produção: @stemmasports #girlswhorun #podcastdecorrida #stemmatv #corridafeminina #runningera #luporun #corredoras #maratona Edição:Gabriel Barbosa
Resumo
Mariana Real e Marcela Fant conduzem um papo com Júlia Dandara que vai muito além de pace e planilha: elas exploram como a corrida pode ser um espaço de respiro no meio do caos, especialmente quando a vida mistura maternidade, carreira e pressões diárias. Júlia se apresenta como mãe do Calebe, advogada de produtos no mercado financeiro e maratonista, e conta como a corrida entrou na sua vida na pandemia como válvula de escape. A conversa também reforça que não “dar conta de tudo” o tempo todo é parte do processo, e que seguir em movimento às vezes significa apenas manter o básico com gentileza consigo mesma. O episódio abre espaço para falar de prazer no esporte, limites e reinvenção sem romantizar a sobrecarga. Júlia narra uma trajetória marcada por responsabilidade precoce: engravidou a
Destaques
- A corrida pode funcionar como válvula de escape mental e ferramenta de autocuidado, especialmente em fases de alta pressão (pandemia, OAB, ambiente corporativo), mas precisa caber na vida para ser sustentável.
- Maternidade e carreira não se conciliam apenas com “força de vontade”: rede de apoio, flexibilidade de trabalho e liderança compreensiva são fatores estruturais que determinam o que é possível.
- O ciclo de maratona exige preparo físico e mental; lesões e sobrecarga podem tornar o esporte maçante, e desacelerar temporariamente pode ser o passo necessário para recuperar prazer e consistência.
- Ser mulher negra e mãe em ambientes jurídicos e financeiros adiciona camadas de vigilância e barreiras (inclusive o medo de revelar a maternidade), reforçando a importância de representatividade para abrir portas.
- A internet e o hype da corrida criam “condições invisíveis” de pertencimento (consumo, gadgets, suplementos, estética de performance) que podem afastar pessoas e distorcer o propósito do esporte.
- Disciplina e organização são habilidades transferíveis entre trabalho e corrida, mas o episódio alerta para não transformar hobbies em mais uma arena de alta performance e cobrança.
Tópicos: Maternidade e autocuidado via corrida, Carreira jurídica e mercado financeiro (produtos bancários e regulação), Representatividade: mulher negra e mãe no corporativo, Cultura de performance, consumo e pressão das redes sociais na corrida, Organização de rotina, flexibilidade no trabalho e rede de apoio
Citações
- “Eu falei: "Meu Deus, eu preciso de uma válvula de escape".” — Júlia Dandara
- “A corrida precisa caber na vida dela e não a vida dela caber ao redor da corrida para ela ter que ajustar toda a vida dela.” — Mariana Real
- “Eu não contava nas entrevistas que eu era mãe.” — Júlia Dandara
- “Eu limpo, lavo, cozinho, advogo e corro.” — Júlia Dandara
- “A corrida é para ser diversão.” — Júlia Dandara