Ep. 902 — #19 - Race Across America | Mario Sanchez, Thiago Penido & Guto Milano - na Roda do Stemma
Cruzar os Estados Unidos da América 🇺🇸 de bicicleta, dia e noite, enfrentando calor, frio, sono e montanhas. Poucos no mundo têm coragem de encarar o RAAM – o Race Across America – considerada a prova mais dura do ciclismo. E hoje, eu tenho aqui três pessoas que não só encararam esse desafio em quarteto neste ano, mas também carregam histórias de vida, superação e paixão pelo esporte que vão muito além das estradas: @mariosanchezpersonal, @thiagolrpenido e @gutomilano (@raambrasil) Os 3 convidados de hoje fizeram, junto com @morgantipedro, os 4.930km do @raceacrossamerica esse ano de 2025 em 7 dias e 16 horas e vieram contar essa experiência de vida nesse episódio! Já aproveita e se inscreve no nosso canal do stemma no YouTube e siga no Spotify na roda do stemma (Links na Bio!)! Host: @giselegasparotto Edição: @acqua_xtreme Artes: @pedroc.jr Gravação: @estudioh.br #stemma #stemmasports #narodadostemma #ciclismo #bike #ciclista #giselegasparotto
Resumo
O episódio gira em torno da Race Across America (RAM), uma das provas mais duras do ciclismo, e como esse desafio vira uma metáfora poderosa de disciplina, resiliência e gestão sob pressão. Na conversa, Mario Sanchez, Thiago Penido e Guto Milano contam como chegaram ao ciclismo por caminhos diferentes (educação física e esportes de endurance, automobilismo e triatlo) e como a RAM os colocou num nível de exigência que vai muito além do físico. Ao longo do papo, fica claro que a prova não é “só pedalar”: é dormir pouco, lidar com calor extremo e frio de montanha, manter alimentação e hidratação em dia e, principalmente, sustentar o time funcionando por dias seguidos. A host conduz a narrativa trazendo perguntas sobre preparação, convivência e o que essa experiência muda na vida e no trabalho
Destaques
- A RAM é um projeto de operação contínua, não apenas uma prova esportiva: exige equipe de apoio obrigatória, roadbook, turnos, disciplina de regras e tomada de decisão sob risco real.
- O gargalo da prova não é só quilometragem/altimetria, mas privação de sono e recuperação insuficiente; em solo, a matemática do tempo torna qualquer “dívida” de quilômetros quase irreversível.
- Em provas longas, nutrição e hidratação são parte central da performance e da segurança; mesmo com planejamento, erros acontecem e o diferencial é corrigir rápido sem perder a cabeça.
- Convivência intensa em espaço pequeno (motor home/vans) amplifica conflitos; liderança clara e combinados objetivos reduzem atrito e evitam que o time “se sabote” por estresse e cansaço.
- Cortar custos na estrutura (ex.: sem motorhome, descanso pior) tende a aumentar risco de acidente e piorar performance; conforto mínimo e staff experiente são investimentos, não luxo.
- A experiência da RAM transfere diretamente para negócios: resiliência, execução de detalhes, gestão de pessoas e capacidade de alternar entre liderar e ‘vestir o chapéu de soldado’ para a missão.
Tópicos: Race Across America (RAM): formato, regras, distância e altimetria, Logística operacional: staff, roadbook, veículos, turnos e penalidades, Gestão de sono, nutrição e hidratação em ultra endurance, Liderança, convivência e dinâmica de equipe sob estresse, Custo e estrutura financeira para competir (quarteto vs solo)
Citações
- “A prova é mental, muito mental, né? É, você tem que exatamente, você tem que assim definir dentro da tua cabeça o que você quer fazer, né, que você quer terminar.” — Guto Milano
- “Então, de quarteto mais ou menos entre 15 a 20.000 por atleta, porque só de inscrição são mais de 2.000 por atleta, né?” — Mario Sanchez
- “No segundo dia você, por algum motivo dorme um pouquinho a mais e só faz 300 km, você tem dívida de 100 km.” — Mario Sanchez
- “Nossas conquistas são do tamanho do nosso esforço, né?” — Thiago Penido