Ep. 901 — #02 - Reposição hormonal, GH e doping - até onde estética e likes afetam a saúde? com Café com Tri
Reposição hormonal, GH e doping: até onde a busca por estética e performance e até likes pode colocar sua saúde em risco? Neste episodio Wagner Spadotto, Sérgio Magalhães e Beto Nitrini recebem o médico do exercício e do esporte Dr. Diogo Figueiredo @drdiogofigueiredopara uma conversa sobre o impacto dos “performance enhancers” na sua saúde. Pegue seu café e vem com a gente! Edição: Gabriel Barbosa https://www.instagram.com/acqua_xtreme/ INSCREVA-SE NO CANAL! [Cupons e promoções em funcionamento até a publicação do video]
Resumo
O episódio reúne Wagner Espadoto e Beton Trini no Café com Tri para discutir um tema que “normalizou” nas rodinhas de treino e nas redes: o uso de ergogênicos, esteroides, GH e o rótulo de “reposição hormonal” como justificativa para performance e estética. O convidado, Dr. Diogo Figueiredo (médico do esporte, formado em Recife e com atuação na USP e no Palmeiras), entra para explicar conceitos básicos e separar o que é suplemento, o que é recurso ergogênico e o que já vira intervenção hormonal com riscos relevantes. Ao longo da conversa, fica claro que o debate não é só médico: envolve ética, justiça no esporte e a influência de marketing e “jaleco branco” na venda de atalhos. O tom alterna entre didático e provocativo, com exemplos práticos do triathlon e da vida real em consultório. Dr
Destaques
- “Ergogênico” é um guarda-chuva amplo: inclui suplementos como creatina e cafeína, mas também esteroides anabolizantes; a diferença está no mecanismo e, principalmente, no risco e na legalidade/ética de uso em competição.
- Betalanina funciona como tampão intracelular via aumento de carnosina e tende a ajudar em esforços de alta intensidade (30s a 10min), tendo pouca utilidade direta para eventos longos como maratona, exceto em estímulos de tiro/arrancadas na preparação.
- A palavra “reposição” frequentemente opera como eufemismo para uso suprafisiológico (“turbinando”), e não há evidência de que variações dentro do intervalo normal de testosterona gerem vantagem de performance.
- Não existe acompanhamento médico que elimine o risco do uso de testosterona/anabolizantes; os principais danos citados incluem piora acentuada do LDL/HDL, aumento de hemoglobina (sangue mais viscoso e risco de trombose) e lesão hepática, especialmente com anabolizantes orais como oxandrolona.
- Há consequências irreversíveis possíveis, como engrossamento de voz em mulheres e alterações estruturais/funcionais cardíacas detectáveis por métodos mais sensíveis (ex.: strain no ecocardiograma), que podem persistir mesmo após cessar o uso.
- Uso prolongado pode deixar “efeito residual” de vantagem muscular (mais receptores/maior capacidade hipertrófica), o que levanta críticas éticas em modalidades ‘naturais’ para quem já usou no passado.
- Para discernir indicação versus moda, recomenda-se buscar especialista com RQE verificável (ex.: endocrinologia para temas hormonais) e lembrar que a base de performance sustentável é dieta, sono e treino—o que ‘vende menos’, mas reduz risco e melhora longevidade.
Tópicos: Ergogênicos vs suplementos vs esteroides anabolizantes, Reposição hormonal, testosterona e normalização do uso no esporte amador, Riscos cardiometabólicos e hepáticos do doping (LDL/HDL, trombose, fígado), Pressão estética, redes sociais e ética/justiça em competição, Critérios de indicação médica, RQE e como buscar profissionais confiáveis
Citações
- “Não existe nenhum acompanhamento médico que te garanta 100% de segurança no uso de testosterona.” — Dr. Diogo Figueiredo
- “Hoje as pessoas estão falando reposição. Isso já é uma um eufemismo do nome, né?” — Dr. Diogo Figueiredo
- “Você vai sentir que realmente você chegou a um objetivo com as suas próprias pernas, sem precisar esconder a carta do baralho.” — Dr. Diogo Figueiredo