Ep. 896 — #03 - O treino invisível chamado Nutrição: Letícia Ferri | powered by stemma
Neste episódio, recebemos @leticiaferri_nutricao, nutricionista e triatleta amadora para falar sobre a quarta modalidade do Triathlon: A NUTRIÇÃO! Muitos atletas se preocupam em nadar, pedalar e correr mas deixam a Nutrição em segundo plano. Aprenda nesse episódio como planejar, treinar e como executar esse aspecto fundamental para os esportes de longa duração nos treinos e provas! PEGA O SEU CAFÉ E VEM COM A GENTE!!! ☕🏊♂🚴♀🏃♂ hosts: @sergiomagalhaes1 @betonitrini @wagner__41 @erikamagrisse produção: @stemmasports pauta & conteúdo: @cafecomtriathlon edição : @acqua_xtreme gravação: @estudioh.br capa: @pedroc.jr #cafecomtri #stemma #triathlon #triatleta
Resumo
No episódio #03 do Café com Triathlon (powered by stemma), Beto, Wagner Espaduto e Sérgio Magalhães recebem a nutricionista esportiva e triatleta Letícia Ferri para destrinchar o “treino invisível” da nutrição em treinos longos e provas. A conversa começa leve e bem-humorada, mas rapidamente entra em um nível técnico alto, conectando alimentação, periodização de treino e desempenho em provas de endurance. Letícia reforça que nutrição não é um protocolo fixo: é um sistema que precisa acompanhar o momento do atleta (base, específico, off season) e a sequência de cargas da semana. O fio condutor do episódio é claro: sem abastecimento e recuperação, o treino seguinte piora e a consistência quebra. O ponto central é a individualização: em vez de “receitas” (jejum sempre, carbo sempre, sal semp
Destaques
- Nutrição em endurance deve ser planejada olhando a semana e a interconexão entre treinos: mesmo um treino curto pode pedir carboidrato se ele impacta a qualidade do treino seguinte.
- A estratégia de carboidrato por hora é individual (perfil mais glicolítico vs. mais equilibrado), e “quanto mais carbo melhor” não é regra sem adaptação intestinal (gut training).
- Manipulações como treinar em jejum/reduzir carboidrato podem fazer sentido na base, mas no período específico a prioridade tende a ser sustentar intensidade e treinar o intestino para a prova.
- Cafeína funciona melhor quando periodizada: dose e timing dependem de metabolismo individual, tolerância GI e do momento em que a prova “começa a pegar” (não necessariamente na largada).
- Eletrólitos/sódio devem repor perdas reais do suor, variam com clima e indivíduo, e não são “cura” para cansaço/dor de cabeça; medir (peso antes/depois, ingestão) e testar é mais confiável.
- Trabalho multidisciplinar (nutri + treinador + médico/psicólogo) é crítico: sintomas como fadiga, sono ruim e lesão podem ser mais de periodização do que apenas de alimentação.
- Muitos atletas subestimam nutrição por priorizar vaidade/equipamento; porém, estratégia alimentar e de hidratação é o que evita quebra, melhora recuperação e sustenta performance.
Tópicos: Nutrição em treinos longos e plano de prova (carboidrato por hora, recuperação e consistência), Gut training e adaptação gastrointestinal para altas doses de carboidrato, Periodização de carboidrato (base/off season vs período específico) e flexibilidade metabólica, Cafeína em endurance: dose, timing, tolerância e impacto gastrointestinal, Eletrólitos/sódio: reposição baseada em perdas, clima e prevenção de hiponatremia, Trabalho multidisciplinar entre nutrição e treinamento e erros comuns de aderência ao plano
Citações
- “Uma coisa que eu falo muito na nutrição é o famoso depende.” — Letícia Ferri
- “Eu vejo muitas pessoas que já tomam gel com cafeína antes de largar um Iron Man.” — Letícia Ferri
- “Eletrólito é a solução dos meus problemas. Desculpa. Não.” — Letícia Ferri
- “Só existe pesquisa para derrubar o que foi feito.” — Beto
- “Você precisa de constância, consistência.” — Letícia Ferri