Ep. 859 — #21- Renata Falzoni - Vereadora da Cidade de São Paulo - na roda do stemma com Gisele Gasparotto
Hoje no Na Roda do stemma eu tenho a honra de receber uma mulher que é sinônimo de bicicleta no Brasil: @renatafalzoni Arquiteta de formação, fotógrafa, jornalista, apresentadora, cicloativista, vereadora e, acima de tudo, uma ciclista apaixonada! Ela pedalou em lugares incríveis pelo mundo, fundou o primeiro grupo de pedal noturno do Brasil, apresentou por mais de uma década um programa na ESPN, criou o canal @bikeelegal e já inspirou milhares de pessoas a descobrirem a liberdade sobre duas rodas! Mas hoje, mais do que falar de política e ativismo, a gente vai conhecer a @renatafalzoni ciclista, viajante, exploradora e amante da bicicleta. Já aproveita e se inscreve no nosso canal do stemma no YouTube e siga no Spotify na roda do stemma (Links na Bio!)! Host: @giselegasparotto Edição: @acqua_xtreme Artes: @pedroc.jr Gravação: @estudioh.br #stemma #stemmasports #narodadostemma #ciclismo #bike #ciclista #giselegasparotto
Resumo
O episódio coloca Renata Falzoni na “roda do stemma” com Gisele Gasparotto para contar como a bicicleta deixou de ser apenas um brinquedo de infância e virou identidade, profissão e instrumento de transformação urbana. Renata relembra aprender a pedalar aos 5 anos, em 1958, quando as restrições para mulheres no espaço público eram ainda mais duras, e como isso influenciou sua relação com liberdade e autonomia. A conversa passeia por suas fases de aproximação e afastamento da bike, incluindo o período de maternidade, e como ela desenvolveu na prática a intermodalidade (carro + bike) para reduzir dependência do automóvel. O tom é íntimo e direto, mas sempre conectando experiência pessoal a desenho de cidade, segurança e política pública. Renata detalha a gênese do Night Bikers no final dos
Destaques
- Pedalar em grupo no espaço público funciona como incidência política: torna a bicicleta visível, cria massa crítica e muda o debate sobre prioridades urbanas.
- A trajetória de adoção da bike é cíclica e influenciada por fases de vida (faculdade, maternidade, trabalho), e a intermodalidade aparece como estratégia concreta para reduzir dependência do carro.
- Infraestrutura e sensação de segurança são determinantes para a adesão feminina: em ciclovias a participação é baixa, mas em bikes compartilhadas o percentual de mulheres sobe significativamente por haver estrutura e “instituição” por trás.
- A cultura do ciclismo paulistano (Night Bikers e grupos derivados) ajudou a exportar um modelo de comunidade e prática para o Brasil, mas o contexto urbano mudou com carros maiores, mais fechados e mais congestionamento.
- E-bikes são inclusivas e podem democratizar o pedal, mas exigem governança de grupos (ritmo, resgate do pelotão, evitar segregação) e atenção a impactos no condicionamento de quem já pedala.
- O mercado de bikes (inclusive e-mtb) ainda é desenhado para um perfil dominante; produtos mais leves, com potência/autonomia adequadas e ergonomia real para mulheres e pessoas menores ampliariam adoção e trariam mais famílias para o ecossistema.
Tópicos: Cicloativismo e incidência política no espaço público, História do Night Bikers e cultura do pedal noturno em São Paulo, Mobilidade urbana, infraestrutura cicloviária e bicicletários, Gênero, segurança e acesso das mulheres à cidade, E-bikes e mountain bikes elétricas: inclusão, mercado e dinâmica de grupos
Citações
- “Então, pedalar à noite num grupo, lamento dizer em um ato político. Assuma isso.” — Renata Falzoni
- “Ou a bike tá no teu cenário do dia a dia ou você vai mudar de cenário.” — Renata Falzoni
- “Se você dá um um olhar carinhoso, inclusivo, para as necessidades da mulher, você melhora a cidade para todo mundo. Todo mundo.” — Renata Falzoni
- “Tudo é bike, tudo é bike, é bike.” — Renata Falzoni