Ep. 858 — #04 - O cansaço gera fadiga ou a fadiga gera o cansaço! com Dra. Marilia Andrade | powered by stemma
Neste episódio recebemos a professora doutora Marília Andrade especialista em fisiologia do exercício para entender os mecanismos de fadiga, diferenciar cansaço de fadiga e como gerenciar seus treinos e provas para minimizar esses efeitos. Pega o seu café e vem com a gente! Edição: Gabriel Barbosa https://www.instagram.com/acqua_xtreme/ INSCREVA-SE NO CANAL! [Cupons e promoções em funcionamento até a publicação do video]
Resumo
No episódio #04, Wagner Espado, Serginho “Gordinho” Magalhães e Betão recebem a Dra. Marilia dos Santos Andrade para destrinchar um tema que todo atleta (e todo trabalhador) conhece bem: a fadiga. Entre brincadeiras e exemplos reais de provas, a conversa evolui rapidamente para uma aula prática sobre por que o corpo “desliga” e quais sinais mostram que o problema não é só preguiça. A convidada conecta fisiologia, neurociência e comportamento para explicar por que alguns dias encaixam e outros desandam, mesmo com treino e alimentação semelhantes. A Dra. Marilia separa “cansaço” do cotidiano da “fadiga” do exercício e organiza os mecanismos em dois grandes blocos: periféricos (musculares/metabólicos) e centrais (sistema nervoso). Entram na pauta depleção de glicogênio, desidratação e microl
Destaques
- Fadiga no endurance é multifatorial e pode ser organizada em fadiga periférica (substrato, hidratação, dano muscular) e fadiga central (redução do comando do SNC ao músculo).
- Desidratação reduz volume plasmático, aumenta a frequência cardíaca e acelera a chegada da fadiga; em provas longas, hidratação e carboidrato podem “minimizar o dano”.
- Contrações excêntricas em descidas aumentam microlesões e podem gerar perda de função muscular e dor tardia, mesmo quando a sensação é de que “descer é mais fácil”.
- O modelo psicobiológico sugere que a fadiga pode surgir da percepção de esforço e de uma decisão consciente modulada por motivação, recompensa, ambiente e autoconversa.
- Carga mental do trabalho e estresse cognitivo reduzem desempenho físico; a vida do atleta amador precisa entrar no cálculo de carga e recuperação.
- Treinar intenso em sequência, ignorando sessões leves e recuperação, aumenta risco de overreaching não funcional e pode evoluir para overtraining com sinais sistêmicos (humor, sono, imunidade, libido).
- Métodos de recovery (como gelo) podem acelerar recuperação, mas usados cronicamente podem reduzir adaptações do treino; devem ser aplicados conforme objetivo e fase do ciclo.
Tópicos: Mecanismos de fadiga periférica e central em esportes de endurance, Percepção de esforço, motivação e modelo psicobiológico da fadiga, Overreaching, overtraining e sinais práticos de monitoramento (FC, HRV, desempenho), Recuperação e 'recovery': gelo, compressão e trade-off com adaptação ao treino, Diferenças de sexo na fisiologia do exercício e lacunas de pesquisa em mulheres
Citações
- “Existe uma fadiga que é mais periférica, que é mais muscular, e existe uma fadiga que é mais central, que é uma falência do sistema nervoso central de comandar o seu músculo.” — Marília dos Santos Andrade
- “Eh, nunca vi uma pessoa que treina forte todo dia. Dá certo.” — Marília dos Santos Andrade
- “O tempo não adianta, o corpo tem um tempo. É que nem a gripe, né?” — Serginho “Gordinho” Magalhães
- “Quando você tem uma variabilidade que não tá muito alta, eh, é esquisito, né? já tá, pode significar que a pessoa não tá recuperando, tá muito cansada.” — Marília dos Santos Andrade