Ep. 857 — #21 | Do Brasil para Paris: esporte sem fronteiras, com Shot by Nana | Girls Who Run by Stemma
Quando a gente olha para a corrida, ela vai muito além dos quilômetros. É sobre identidade, desafios, escolhas — e, às vezes, até sobre mudar de país e encontrar novos significados para o esporte. Hoje, vamos conversar sobre como construir uma vida longe de casa e, ao mesmo tempo, evoluir na corrida de forma impressionante. Para isso, a gente trouxe uma convidada que é inspiração pura. A Mariana Marins, do instagram @shotbynana A Nana é brasileira, mora em Paris e divide sua vida entre trabalho, treinos e viagens. Maratonista e apaixonada por ciclismo, ela inspira mostrando como é possível viver o esporte de forma intensa e autêntica, mesmo longe de casa. Inscreva-se no canal @stemmasports no youtube, e siga o Girls Who Run no Spotify e no Instagram! Hosts: Mari Real @ma.rianareal e Marcella Fanti @chefanti Patrocinio: @luposportoficial - GIRLSWHORUN10 para adquirir a meia do corredor e outros produtos com desconto (link: https://www.lsport.com.br/espaco-corredor?utm_source=pod-girls-who-run ) Apoio: bom bowls - cupom girlswhorun Estúdio: @estudioh.br Produção: @stemmasports #girlswhorun #podcastdecorrida #stemmatv #corridafeminina #runningera #luporun #corredoras #maratona Edição:Gabriel Barbosa
Resumo
Mariana Real e Marcela Fant recebem Mari Marins (Naná), do @shotbyana, para uma conversa que mistura corrida, imigração e reinvenção pessoal. A Naná conta que começou a correr em Paris quase por acaso, durante um intercâmbio, quando não falava francês e buscava um esporte “sem contato” com pessoas. A partir daí, a corrida vira não só hábito, mas bússola emocional: um lugar de constância quando o resto da vida muda. O episódio conecta a “running era” das hosts com a construção de uma vida fora do Brasil, mostrando como esporte e identidade caminham juntos. A história central é a trajetória internacional dela entre Brasil, Madrid e Paris, com transições de carreira para pesquisa de mercado/consumer insights e uma sequência de recusas por barreiras de visto e falta de experiência local. Ela
Destaques
- A corrida funciona como âncora emocional em períodos de instabilidade (mudança de país, carreira e vistos), oferecendo rotina e sensação de controle quando o resto é incerto.
- Imigração qualificada na Europa tem barreiras estruturais: sem cidadania, a empresa precisa justificar e pagar patrocínio de visto, o que reduz drasticamente oportunidades para perfis júnior/estágio.
- Ajustar rota não é derrota: Naná transforma cada “não” em diagnóstico (falta de experiência e francês fluente) e cria um plano objetivo para resolver os pontos fracos.
- Performance pode ser consequência do processo e não obsessão: ela qualifica para Boston sem saber e percebe que menor pressão e comparação podem gerar melhores resultados.
- Quebrar em Boston vira um marco de maturidade esportiva: depois do sofrimento, ela decide buscar maratonas memoráveis e viver a prova, o que torna a experiência olímpica inesquecível.
- Treinamento feminino precisa considerar ciclos hormonais: parar a pílula no meio do ciclo de maratona afetou desempenho e psicológico, reforçando a importância de autoconhecimento e escolhas individualizadas.
Tópicos: Imigração, vistos e construção de carreira na Europa, Cultura esportiva na França versus Brasil (roots vs performance), Maratona: qualificação para Boston, quebra e maturidade mental, Saúde da mulher no esporte (ciclo menstrual, pílula e treino), Ciclismo, Tour de France e transição para novos esportes
Citações
- “A coragem não é ausência de medo, é você ter medo e ir mesmo assim.” — Naná
- “Desistir ia ser o mesmo esforço do que continuar.” — Naná
- “Eu sempre falo que se eu soubesse o quão difícil seria, eu acho que eu não teria tentado.” — Naná
- “Eu tava tão focada em seguir o meu plano de prova que no final eu nem tava olhando quanto tempo eu tava correndo, não tava olhando a quilometragem, não tava vendo nada, só quando eu cheguei no quilômetro 41, eu olhei o relógio, falei: "Vai dar tudo certo, eu vou terminar essa prova".” — Naná