Ep. 852 — #22 | A jornada da brasileira mais rápida em Boston, com Mari Richwin | Girls Who Run by Stemma
O episódio de hoje é um mergulho na busca pela performance — aquela vontade de descobrir até onde o corpo e a mente podem ir. Vamos falar sobre disciplina, sobre sonhos que parecem impossíveis, mas também sobre equilíbrio. Porque, no fim, a corrida não é só sobre pace e resultado. É sobre coragem, escolhas e a forma como a gente equilibra tudo isso na vida real. Para falar desse tema, recebemos uma convidada que é referência no mundo da corrida de rua — mãe de dois, brasileira mais rápida em Boston, e agora na missão de correr Valência sub 2h40. A Marina Richwin é uma inspiração quando a gente fala de performance e equilíbrio de vida. Seja muito bem-vinda, Mari Inscreva-se no canal @stemmasports no youtube, e siga o Girls Who Run no Spotify e no Instagram! Hosts: Mari Real @ma.rianareal e Marcella Fanti @chefanti Patrocinio: @luposportoficial - GIRLSWHORUN10 para adquirir a meia do corredor e outros produtos com desconto (link: https://www.lsport.com.br/espaco-corredor?utm_source=pod-girls-who-run ) Apoio: bom bowls - cupom girlswhorun Estúdio: @estudioh.br Produção: @stemmasports #girlswhorun #podcastdecorrida #stemmatv #corridafeminina #runningera #luporun #corredoras #maratona Edição:Gabriel Barbosa
Resumo
O episódio recebe Mari Richwin, apresentada pelas hosts Mariana Real e Marcela Fant como a brasileira mais rápida na Maratona de Boston e mãe de dois, em uma conversa centrada em performance com leveza. Mari conta que não separa “a mulher da corredora” e que a corrida funciona como um eixo de propósito, disciplina e aprendizado que transborda para a vida pessoal e profissional. A entrevista explora como ela construiu consistência ao longo de mais de 20 anos, sem “pressa por resultado”, e como a diversão e a curiosidade pelo desafio sempre guiaram suas escolhas esportivas. A trajetória começa com uma adolescência muito ativa e um intercâmbio aos 15 anos nos EUA, onde competiu no atletismo (pista) e percebeu afinidade com distâncias mais longas. De volta ao Brasil, a corrida ficou em segund
Destaques
- Leveza não é falta de foco: Mari defende encarar a vida e o treino com responsabilidade e disciplina, mas sem transformar o esporte em mais um peso, preservando o prazer e a longevidade.
- Base de endurance (corrida de aventura/trail) acelera a transição para o asfalto: resistência física, casca mental e tolerância ao desconforto ajudaram a sustentar ciclos de maratona mais fortes.
- A grande virada de performance veio com treino específico de asfalto: paces, limiares, longos estruturados e mais rodagens leves; ela destaca que aprender a “correr leve” e aumentar volume foram decisivos.
- Tempo e estresse do trabalho mudam o jogo: sair do corporativo permitiu encaixar treinos em outros horários, fazer fisioterapia preventiva e fortalecer, elevando consistência e recuperação.
- Pós-parto com continuidade e retorno gradual: ela não parou totalmente na gestação, voltou a correr cedo após parto normal e relata que sentia falta de “fazer força”, evidenciando o papel emocional do esporte.
- Boston foi vitória técnica e emocional: energia do evento, gestão de descidas e subidas e a execução do plano renderam 2h41’15” e o status de brasileira e sul-americana mais rápida na prova.
- Meta sub-2h40 em Valência combina ambição e processo: ela escolhe uma prova reconhecida por ser rápida, documenta a jornada e enfatiza que performance vem de consistência e decisões diárias, não de “treinos perfeitos” de Instagram.
Tópicos: Construção de performance na maratona (treino, volume, paces e rodagens leves), Corrida de aventura e endurance como base física e mental, Conciliação de papéis: atleta, mãe, trabalho e vida social, Boston Marathon: estratégia de percurso e impacto emocional da prova, Transição de carreira do corporativo para viver da corrida (parcerias e palestras), Projeto Valência sub-2h40 e documentação no YouTube
Citações
- “Eu acho que eu sou a mesma pessoa dentro e fora da corrida.” — Mari Richwin
- “Eu gosto de falar que eu acho que a gente pode sim fazer tudo, mas não tudo ao mesmo tempo, né?” — Mari Richwin
- “Eu quero que todo mundo busque a sua melhor versão.” — Mari Richwin
- “não se comparem, eh, façam por você e não por ninguém mais.” — Mari Richwin