Ep. 849 — #23 - Projeto CRIA: os meninos da "QUEBRADA" | Na Roda do stemma com Gisele Gasparotto
Hoje recebemos o @criabrasil.cc, um projeto que nasceu em 2023 com a missão de transformar a bicicleta em uma ferramenta de inclusão, formação e profissionalização de jovens, especialmente da quebrada! Mais do que pódios, o que eles entregam é autoestima, oportunidades e novas perspectivas de vida. À frente do projeto estão @hqueiroz13 — que tem mais de 10 anos de experiência na área financeira e ele pedala desde os 16 anos e sempre viu a bike como uma ferramenta de transformação e conexão. E também @obrunao — com mais de 15 anos no mercado criativo, que fez da paixão pela bicicleta um caminho para agregar valor às pessoas, às marcas e, agora, ao ciclismo através do @criabrasil.cc. E para representar os atletas que já são destaque do time, está aqui também o @jao_atleta, ciclista que é, literalmente um cria do @criabrasil.cc, vice-campeão brasileiro sub-23 e hoje é referencia dentro do projeto! Já aproveita e se inscreve no nosso canal do stemma no YouTube e siga no Spotify na roda do stemma (Links na Bio!)! Host: @giselegasparotto Edição: @acqua_xtreme Artes: @pedroc.jr Gravação: @estudioh.br #stemma #stemmasports #narodadostemma #ciclismo #bike #ciclista #giselegasparotto
Resumo
O episódio gira em torno do Projeto CRIA, uma iniciativa nascida em 2023 para usar a bicicleta como ferramenta de inclusão, formação e profissionalização de jovens — especialmente da quebrada — e que rapidamente evoluiu de “clube/comunidade” para uma estrutura com time, suporte técnico e ambição de alto rendimento. Gisele Gasparotto conduz a conversa com Henrique (background financeiro e ciclista de longa data), Bruno Fernandes (mercado criativo, entrou no ciclismo em 2023) e o atleta João Vittor (vice-campeão brasileiro sub-23). A conversa começa pelas histórias pessoais com a bike, passando por mobilidade e terapia, até chegar na fronteira entre amador e profissional e como o preconceito no ciclismo muitas vezes aparece na forma de julgamento pela bicicleta, não pela pessoa. Eles defende
Destaques
- O CRIA nasce como ponte: gente com recurso quer ajudar, mas quem é da quebrada costuma saber onde o dinheiro realmente transforma e pode conectar esses mundos.
- No ciclismo brasileiro, o preconceito é frequentemente velado e passa pela leitura do equipamento: respeito cresce quando você anda forte ou quando a bike “parece” pertencer à bolha.
- A virada do projeto foi estratégica: a ideia original era comunidade/clube, mas um resultado em prova e a provocação do patrocinador levaram a começar pelo time e pela formação de atletas.
- Estrutura mínima (treino, nutrição, fisioterapia, mecânica e algum apoio financeiro) muda completamente a trajetória do atleta; o diferencial do profissional não é só treino, é descanso e suporte.
- Provas de federação são retratadas como desorganizadas e pouco orientadas ao atleta, enquanto eventos privados elevam padrão de experiência — e isso atrai público e marcas.
- O core do CRIA é mídia: contar histórias, criar entretenimento e visibilidade para reduzir o abismo entre amador e profissional e tornar o ciclismo mais aspiracional e acessível.
- Para exportar talentos, é preciso ‘subir a régua’: normalizar cobrança por qualidade, remuneração justa e profissionalização — sem aceitar o ‘sempre foi assim’.
Tópicos: Inclusão social e esporte como mobilidade e oportunidade, Construção de comunidade e marca no ciclismo (CRIA), Profissionalização de atletas: treino, nutrição, fisioterapia e apoio financeiro, Mídia e storytelling para reduzir o gap entre amador e profissional, Críticas à organização de provas de federação vs. eventos privados, Base e renovação no ciclismo feminino
Citações
- “Cara, eu sou da quebrada, eu sou de taquera. Eu entendo bastante isso. A gente dentro do esporte, a gente tem algumas pessoas com dinheiro que quer destinar esse caminho e a gente que vem aqui da quebrada, a gente sabe mais ou menos onde é o caminho ideal para ir esse dinheiro. Então, será que eu não posso ser essa ponte?” — Henrique
- “Parece que você, eu pruno, sou a minha bicicleta, sabe? E eu sou mais que isso, óbvio. E as pessoas são mais que a bicicleta delas.” — Bruno Fernandes
- “A gente tem que somar pro esporte, não é só o ciclismo, é somar pro esporte, é trazer mais pessoas.” — Henrique
- “Oxe, andei 15 minutos e sobrei. Tinha mais 1 hora20 de prova ainda.” — João Vittor
- “Não, mano, não é normal, não pode ser normal. Não acredito que você tá falando um negócio desse” — Bruno Fernandes