Ep. 838 — #08 - RED-S: Quando o corpo entra em déficit | Café com Tri powered by stemma
Neste episódio, com a convidada Dra. Taline Costa (@talinecostta) que é Médica do Esporte (Unifesp) e pela Doutora em Fisiologia do Exercício, mergulhamos no tema RED-S (Deficiência Energética Relativa no Esporte): uma condição que afeta atletas de endurance de todos os níveis, comprometendo desempenho, recuperação e saúde a longo prazo. Conversamos sobre como identificar os sinais de alerta, os efeitos fisiológicos e psicológicos, e a importância do equilíbrio entre treino, nutrição e descanso! Parceiro do Café com Tri pra esse episódio: @seekdopa PEGA O SEU CAFÉ E VEM COM A GENTE!!! ☕🏊♂🚴♀🏃♂ hosts: @sergiomagalhaes1 @betonitrini @wagner__41 @erikamagrisse produção: @stemmasports pauta & conteúdo: @cafecomtriathlon edição : @acqua_xtreme gravação: @estudioh.br capa: @pedroc.jr #cafecomtri #stemma #triathlon #triatleta
Resumo
No episódio #08 do Café com Tri powered by stemma, Wagner Espadoto, Serginho Magalhães e Betão recebem a médica do esporte Taline Costa para desmistificar o RED-S (Relative Energy Deficiency in Sport), a síndrome da deficiência energética relativa no esporte. A conversa parte de um ponto prático: muitos atletas treinam forte e, sem perceber, comem menos do que precisam para sustentar tanto a vida cotidiana quanto o volume de treino. O resultado pode parecer “funcionar” no começo, com perda de peso e até melhora inicial de performance, mas evolui para falhas sistêmicas — imunidade baixa, lesões recorrentes, alterações hormonais e queda de rendimento. O episódio trata o tema como saúde e longevidade, não apenas performance. Taline explica que o RED-S vai muito além da antiga “tríade da mulh
Destaques
- RED-S ocorre quando o atleta ingere menos energia do que precisa para funções básicas e treinamento, gerando impactos sistêmicos (imune, hormonal, GI, cardiovascular e mental), não apenas queda de performance.
- A antiga ‘tríade da mulher atleta’ virou uma visão mais ampla: amenorreia e baixa densidade óssea são parte do quadro, mas os sinais psicológicos (humor e sono) podem ser mais precoces do que exames laboratoriais.
- Em homens, sinais como baixa libido, queda de testosterona e redução da espermatogênese podem ocorrer, mas tendem a ser marcadores tardios; por isso, rastrear grupos de risco é essencial.
- Déficit calórico pode ser programado e temporário (ex.: ~500 kcal/dia) se periodizado com treino e equipe, mas déficit crônico aumenta risco de lesões, infecções, anemia e fraturas por estresse; recuperação óssea pode levar anos.
- Pressão estética e comparação em redes sociais alimentam o medo de engordar, criando conflito que perpetua restrição energética mesmo quando o corpo dá sinais claros de alerta.
- Ferramentas de dados (sono, HRV, plataformas) ajudam no monitoramento, mas podem piorar ansiedade e decisões se o atleta ‘catastrofiza’ números; tendência de longo prazo e contexto importam mais do que um dia isolado.
Tópicos: RED-S (deficiência energética relativa no esporte) e impactos sistêmicos, Amenorreia, saúde hormonal e riscos ósseos em atletas, Nutrição no endurance: carboidrato, low carb e flexibilidade metabólica, Prevenção e diagnóstico precoce: sinais, grupos de risco e equipe multidisciplinar, Uso de métricas (sono/HRV) e risco de catastrofização de dados
Citações
- “Reds é a síndrome da deficiência energética relativa do esporte e ela acontece quando a gente tem um cenário de deficiência energética.” — Taline Costa
- “Não menstruar é patológico.” — Taline Costa
- “A minha opinião pra ciência pouco importa. É ciência, né?” — Betão
- “A pergunta mais valiosa é entender o atleta, é como você está se sentindo hoje.” — Taline Costa